Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Planura


Kay SAGE, J'ai vu trois cités, 1944

Eu amo planuras imensas

E gestos de linguagem muda!

Amo silêncios intensos

Onde o ser, às vezes, se transmuda!

Amo-te, porque te amo

Em definições extensas de dar...

E sinto-te quando te chamo

Dentro de mim, ao despertar!

***

Eu quero colinas e montes,

Plenos de canduras viçosas!

Amo regatos e fontes...

Doces meios-dias, manhãs brumosas!

Quero intensos verões

E frémitos escaldantes!

Doçuras de serões...

Nas noites aconchegantes!

Quero a tua voz poderosa

Sobre a minha rebeldia.

Amo a tensão amorosa...

De um puro dia-a-dia!

Anna

1 comentário:

Crítica e denúncia disse...

Quero a tua voz delicada...
sobre a minha rebeldia (rsrsrsrs)

Brincando contigo meninha e deixando um beijinho.
Alda (do SOS e do Crítica)