Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

domingo, 25 de janeiro de 2009

Renascer

Nadir Afonso, Mortes même dans le souvenir

Num grão de areia

Escondeu

O Mestre

Todo o Infinito

O átomo

A alma

O Mito

Toda a chama de Perseu

As sombras

Vergam a luz

A distância

O momento

Arde a sarça

Em fogo lento

Morre o profeta

Na cruz

Numa lamela coloco

Toda a vida

Em que toco

Desde o nascer

Ao morrer

Encontro

A essência apagada

Tudo existe

No Nada

Germina do Nada

O Ser.
*
Ana

4 comentários:

mudo disse...

Muito profundo,adorei...

Bipede Implume disse...

Um poema ou uma parábola sobre a vida.
Escolhes sempre imagens que são muito bonitas.
Boa semana e beijinhos.

romério rômulo disse...

anna:
venho me atualizar com você.
romério

comboio turbulento disse...

como eu gosto de Nadir Afonso! Um dia vou contar uma história do Nadir muito engraçada