Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

hispano - árabes


PICT0233 por jose.tapadas.

Souk de especiarias, Marrocos, José Tapadas/09


Meu coração acolhe tudo:
é pradaria de gazelas e claustro de monges cristãos,
templo de ídolos e Kaaba de peregrinos,
tábuas da Tora e livro do Corão.
Sigo somente a religião do amor
(...)
Minha única fé, e minha crença, é o amor.

Ode XI - Ibn 'Arabî ( Murcia 1165-1240)

P8170088 por jose.tapadas.

Chefchaoen,Marrocos, José Tapadas/o9


Os poetas hispano-árabes são um manancial de musicalidade e de tolerância. O Alentejo viu nascer alguns. Perdê-los no esquecimento é uma tentação perigosa - negação de nós mesmos e desta proximidade suave com cheiro de flores de laranjeira.

BR8WW4TRFRKA

12 comentários:

Flor ♥ disse...

Sempre temos algo a resgatar em nossas memórias... pena que nem todos se dão conta.

Bjs.

Gerana Damulakis disse...

Sabe o que acontece na blogosfera? Cada vez mais sinto que é onde nós procuramos viver em um mundo que gostaríamos que existisse: comunhão, amor, compreensão, uns partilhando seus textos com os outros, todos sentindo um intenso prazer em dizer Li sua postagem, adorei.E o outro Também te visitei, li seu poema etc. E tudo é verdade, somos assim, queremos que seja assim.
Quem sabe se um mundo melhor não está começando na blogosfera e depois chegará ao mundo real.

LUNA disse...

É verdade, depois de ue os árabes estiveram tantos séculos na terra hispánica, aqui, deixaram parte da sua cultura, da sua musicalidade, do ser arte, sabores, cheiros, côres...
Que isso seja sempre motivo de enriquecimento , de complementaçäo, de que de dois, sejamos um... um mais sabio, mais rico, mais culto.
Um beijinho

Cristina disse...

Lindo fotografias, e que aroma!!!
Bisous, Ana.

Vieira Calado disse...

O Algarve também.
Silves, a capital,
diz-se que era um jardim,
onde havia saraus frequentes de poesia e música.

Beijinho

Luma Rosa disse...

Confesso que o meu conhecimento é quase nulo com relação aos poetas hispanos e árabes. Conheço mais as fábulas e histórias de navegação.

E concordo muito com o comentário da Gerana e neste sentido, muito da memória cultural vem sendo resgatada pelos blogues, fugindo um pouco do didatismo das escolas e espontaneamente mostrada e vista por quem antes não pode usufruir do conhecimento.

Beijus,

Bipede Implume disse...

Querida Aninha
Aí éstá uma questão extremamente importante. Ficaríamos mais ricos culturalmente se essa poesia fosse mais divulgada.
As fotografias estão lindas, especialmente a primeira. Que festival de cor.
Já estás melhorzinha? Espero bem que sim.
Com muito carinho beijinhos.
Isabel

comboio turbulento disse...

tens com certeza uma ascendência rica de sensibilidade e cor que te vem dos árabes que habitaram a tua terra. Nesses tempos eles faziam aí a diferença para os católicos, incultos e insensiveis. Por que terá mudado tudo isto? Por que de repente a grande nação muçulmana tende a ressuscitar violências sem fim?

Nilson Barcelli disse...

Belas fotos.
As palavras são o tal "manancial de musicalidade e de tolerância" de que falas.
Beijos.

Anónimo disse...

belo...
e assim temos a única fé universal:
o Amor.
(a primeira foto tem...aromas)
abraço do vale

Andradarte disse...

Estava à margem disso. É sempre
tempo...sou um 'jovem'.
Beijo

Fernando Campanella disse...

Linda ode, minha amiga, e lindíssimas fotos do José Tapadas. Linda postagem, enfim, como um todo, com a ode, as fotos e as informações sobre hispano-árabes. Ah, em tudo isso, muito belo também o toque de tua alma.
Grande abraço.