Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Em Pádua - lado lunar


José Alves, Pádua, 2009

Em Pádua há coisas estranhas e as entranhas...






José Alves, Pádua, 2009


Relíquias de carne e de osso...





José Alves, Pádua, 2009

Do português pregador...





José Alves, Pádua, 2009



... e coisas assim:



José Alves, Pádua, 2009


Em Pádua há um lado lunar


sábado, 29 de agosto de 2009

Adriano Nunes, médico e poeta


Anita Ekberg, Fontana di Trevi, 1960



ADRIANO NUNES: "LA DOLCE VITA" (PARA ANA TAPADAS)


(clique para ler o original)


a vidaquimera coincidência
??????????????????incidência
dela
a vidagora goza
a vidagora à guisa
da palavra vida viva
à vista
vibra


nada revela
revê-la nada revela
nouvelle vague
teleglobal
horária nobre
vasta vária
espontânea
esporádica


espólio
divino


ultimato
ulterior
uterino
útil
único
ubíquo
unís sono REM
ato:
toda a vida


a qua (se tudo
é dada)
e qua (se tudo
é nada)


quân tico
cân tico-tico
no
DNA


espiral
dupla


adenina
timina
guanina
citosina
fosfato
açúcar


doce
dulcíssima
dura
dura
dura
dura
dura


dolce
dolce
dolce
dolce
dolce
vita


película
fina
moldura
finda
finda
finda
finda
finda...


Fontana
di
Trevi.


Obrigada, amigo e poeta Adriano Nunes!
Acabar assim as férias, também recorda como o tempo passa... Marcello morreu. Anita envelheceu e guarda o belo olhar transparente da sua Suécia natal, o mesmo que deveria ter quando em 1951 se tornou vencedora de um concurso de beleza. A magistral fonte de Trevi é agora um enxame de turistas que só conhecem a expressão «dolce vita» por causa de Fellini. A via Veneto é ainda o Império decadente: o das religiões e o do consumismo!
Bem sabes que o que procuro em Itália é esse hedonismo grego que os impérios da matéria mal interpretam - pausa necessária, conquistada a pulso, para retornar com a força redobrada ao serviço do bem comum. Por isso sempre volto a Itália, por isso percorro sem trégua as ruas de Roma passo a passo. Roma cidade tão bela, com as rugas do tempo, há-de ser a minha pátria de escrava ibérica com coração helénico.

Obrigada!



segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Herdeiros incautos


José Alves, Assis - 2009



A verdade ergueu-se e não se sentiu.
Houve uma mentira instituída ....
Hícaros e salmos ninguém os ouviu
E, nos antípodas da fé, desenhou-se a vida.

Francisco de Assis ia de Mercedes
Anunciar Cristo, pregar Humanidade,
Nas casas mais ricas desta cidade!

Ana



José Alves, Assis - 2009

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Não te quero senão porque te quero


José Alves, Mónaco, 2009

Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.

Talvez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.

Pablo Neruda

José Alves, Monte Carlo, 2009


quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Olá, Catalunha!


imagens google

«O catalão (català) é uma língua românica, assim como o português, o francês ou o castelhano, derivada do latim vulgar. É língua materna de 5,2 milhões de pessoas, sendo que 9 milhões são capazes de falá-la e 10,5 milhões conseguem compreendê-la.

O catalão é a língua oficial de Andorra. Na Catalunha (comunidade autónoma a nordeste de Espanha, na fronteira com o Rossilhão francês), nas Ilhas Baleares e na Comunidade Autónoma de Valência (onde é chamado também de "valenciano"), divide, com o ecastelhano o estatuto de língua oficial. Também é falada na Faixa de Aragão (a leste de Aragão), na cidade de Algueiro (na Sardenha, na Itália) e no departamento dos Pirineus Orientais, região conhecida como Catalunha do Norte (na França). Também tem falantes em El Carxe, um território da região espanhola de Múrcia que recebeu imigrantes valencianos.» WIKIPEDIA



Depois de horas na estrada desolada e quente da imensíssima planura, estamos na rica e laboriosa Catalunha. Ao longe a ravina e Montserrat - Olá Cesc!
Quem imagina uma Espanha una terá que vir aqui e ver de perto e ouvir atentamente estas vozes. Como se desenvolveu esta terra desde a última vez que cá estive!
Estamos no Aeroporto. Há que trocar de motorista. Queremo-lo fresquinho para chegar a Marselha!
Sei que voltarei a Barcelona...e muito em breve. De cá levarei a Língua, marca de uma autonomia, voz de uma cultura.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Por Alcalá de Henares


José Alves, Alcalá de Henares, 2009

Viagem por esta terra quente. Vou repetir os passos que dei, um dia, há largos anos. Por isso, levo uma outra viagem na memória de um tempo tão jovem como uma manhã suave...por isso, peregrino em busca dessa outra criatura que fui, lá atrás, num tempo a que remonto.
Atrás ficou Madrid, ardendo ao sol inclemente deste Agosto. Fogo e ruído, como a História de Castela. Rostos de todos os quadrantes, cosmopolita e imperial, destaque para o castelhano cantado e doce dos sul americanos.





José Alves, Alcalá de Henares, 2009


História de Espanha, o peso da cultura e do sangue. Aqui palpita o seu coração, mais do que na Gran Vía. Andamos entre a gente, também já fizemos parte deste sonho imperial e o «siglo d'ouro» é agora um moinho de vento. Ruas estreitas, sombra, «tapas e cañas», edíficios gloriosos. José repete-se: «Eu gosto de Espanha!». O nosso filho fotografa, fotografa.





José Alves, Alcalá de Henares, 2009

Penso e olho em redor. Prefiro olhar...D. Quixote paira sobre a minha forma de ver o mundo e, assim, me vou perdendo na massa anónima de gente que se refugia deste sol agudo.

domingo, 2 de agosto de 2009

Em viagem...


France Tourisme



Queridos e bons amigos, passemos então à viagem real...

BOAS FÉRIAS E ATÉ BREVE.

(-)

sábado, 1 de agosto de 2009

De Pádua a Veneza


net.viagens

O Sonho

Sebastião da Gama


Pelo Sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.

*

Basta a fé no que temos,
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e do que é do dia-a-dia.

*

Chegamos? Não chegamos?

*

- Partimos. Vamos. Somos.

*

in Pelo Sonho é que Vamos




Santo António, Pádua
Fillipino Lippi, 1480