Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

quinta-feira, 18 de março de 2010

Como é bela!

Foto: Luís Diogo - Alentejo

Como é bela,
A planície aquela...
Onde meus olhos hesitam,
Rebeldes, palpitam
Nas crinas do vento.
Vai! Oh pensamento!

Vai! Busca a paz,
Abranda o tormento
Acalma a dor, se és capaz...
Mas vai! Sobe ao firmamento,
Arrasta a estrela que te apraz!
Mas vai... oh, pensamento!

Ana

14 comentários:

Sonhadora disse...

Minha querida Ana
Adorei o poema e abela imagem do Alentejo, linda planicie.
Há muito que não vou lá, tenho saudades.

Beijinhos
Sonhdora

disse...

Lembra a Florbela Espanca !
Eu, pelo menos, fico um bocadinho :)

Flor ♥ disse...

Ares Alentejanos são sempre poéticos!

Beijos, amiga!

Georgio Rios disse...

POema fino, som de liberdade de versos!!!!

Ianê Mello disse...

Ana,

Que bela paisagem!

Uma paisagem assim nos acalma.

Lindo poema.

Obrigada pela visita.

Beijos.

Janaina Amado disse...

Que lindo, Ana! Gostei mesmo.
Já te disse: com paisagens, imaginárias ou não - como esta do Alentejo, tão íntima sua -, você é mestre. Beijo, já de volta.

Cristina disse...

Fabuloso Alentejo.
Bom fim de semana,Ana.
Bisous.

Sara disse...

O que eu acho mais fantástico é isso ser uma foto. E claro, também gosto muito do seu poema.

Beijinhos

Bipede Implume disse...

Querida Aninha
O teu poema é lindo e fala de estrelas de que gosto muito desde criança. E aconteceu, na vinda de Sagres, ao passar por Almodôvar, vimos uma estrela cadente, enorme, que deixou um rasto luminoso durante uns segundos. Este teu poema lembrou-me essa estrela e foi a mesma emoção.
A fotografia escolhida é estupenda.
Bom fim de semana.
Beijinhos.
Isabel

JPD disse...

Olá Ana

O poema élidíssimo.

A ilustração perfeita.

(Para visitar o Alentejo há duas alturas do ano perfeitas: Abril/Maio e Outubro.)

Por-do-sol como este da ilustração é maravilhoso.

Bjs

Gerana Damulakis disse...

Que poema, que grito forte. Ana, há poemas seus que preciso ler em voz alta (já disse isso antes) e aí está um exemplo.
Em tempo: o 1º verso tem um quê da língua de sua vizinha Espanha (o "aquela" no final).

duarte disse...

o firmamento repousa calmamente, no limiar do horizonte... encontrando na infind´vel planície, apoio, sustento de muitas estrelas, e esse pensamento vai ao encontro dos encontros , onde terra e céu, se abandonam em conversas infinitas...
lindo, gostei.
abraço do vale.

disse...

É a vida :)
Beijinho

Fernando Campanella disse...

Essa urgência lírica, essa ordem da alma, esse poema é lindo demais.

Bjos.