Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Projecto Constante

António Pedro - surrealista português


Sim...eu desejo o poema!
Essa viagem sem regresso,
Esse processo sem lei e sem pena.
Desejo o teu sonho
Preso às veias do meu sentir
E se, de súbito, tristonho
O teu olhar o admitir...
Desejarei o silêncio profundo
Onde vogo e me afundo!
Onde descubro a tua verdade
E me perturbo...
Quero o anseio do teu percurso
A transbordar de veleidade...
E, pueril, sem recurso,
Apelar, desejar, protestar
Contra a mentira da tua verdade!
Projecto...constante!
Divagante...protesto.

Ana

7 comentários:

LUNA disse...

Mentiras, verdades, meias verdades, meias mentiras...

Desejo o teu sonho
Preso ás veias do meu sentir
E se, de súbito tristono
O teu olhar admitir...
Desejarei o silêncio profundo...

Cada palavra, cada rima medida, verdadeira, proufunda...cheia de sentimentos e emoçöes...
Lindo menina!!!!
Beijinhos

Nilson Barcelli disse...

Há tanta mentira na verdade... mas o contrário também é verdadeiro...
Querida amiga, o teu poema é soberbo. Adorei as tuas palavras, na forma e no conteúdo.
Bom feriado.
Beijos.

Vieira Calado disse...

O sono (o sonho)

dá para perceber muita coisa.

Pelo menos é uma visão surrealista

da realidade!

Beijoca

Sonhadora disse...

Minha querida

Hoje passei apenas para te oferecer com carinho o selinho de 400 seguidores.

deixo um beijinho com carinho
Sonhadora

Luma Rosa disse...

O poema embala quando encontramos o fio e como a roca qira a tomar forma no tear, o poema se faz no enrolar das cadeias sinapsas. Vão ligando pontos e quando você acha que tinha nada, o projeto se mostra! "Contra a mentira da tua verdade!"
Boa semana! Beijus,

Fê-blue bird disse...

Desejo, sonho, perturbação.
Mentira, verdade, protesto.
Um jogo de palavras e de sentimentos em forma de projecto realizado.

Adorei, perfeito.

beijinhos

JPD disse...

Eis um excelente poema, com uma estrutura simples, admiravel e segura e que explora dois vectores muito importantes de uma cumplicidade, seja ela qual for: alentar o sonho controlando muito bem o exercício do verdadeiro e falso.

Reitero: o primeiro verso costuma ser uma dádiva; os restantes, labor e mérito.
Eis o que acho destes teus exercícios, brilhantemente editados.

Bjs, Ana