Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Agosto




José Alves/2011



São de vento certas palavras
Têm sonhos libertos
Certos
Desconexos
São de sol de Agosto
De sal
De mosto
Palavras certas e libertas

São de cal certas palavras
Brilham ao sul
Em cima de azul
São de metal
Fazem-nos mal
Palavras certas
Nas linhas do sol-posto
Abertas pelo luar de Agosto.


Ana

15 comentários:

Rogério Pereira disse...

Nunca, nunca mesmo
comentei um poema
Normalmente
em comentarios
úteis, fúteis ou desnecessários
faço...réplicas
ou rimas
rimas sem bajulação
que saem na ocasião
Não digo mal nem bem
estilo:
Bonito! Que belo! Que giro!

O seu?
Só lhe digo:
Tem as "palavras certas
e... libertas"

Sonhadora disse...

Minha querida

As palavras por vezes ferem e magoam...são palavras cinza.
Lindo o teu poema que fala nas entrelinhas.

Beijinho com carinho
Rosa

Vieira Calado disse...

Há de tudo, nas palavras!

Já ouviu certamente o termo algarviada.

Sabe donde vem?

Penso que mesmo em Tavira, poucos o saberão.


Bjsss

Andradarte disse...

Fez-me lembrar o Alentejo e Algarve...
??????
Beijo

JPD disse...

Olá, Ana

As palavras -conjugadas umas com as outras como tu tão bem o consegues -- são ideias desenhadas.

Carregadas de emoção e sem excessos ou qualquer sinal -- Mesmo ínfimo -- de desacerto.

(Nota: deixei a resposta ao teu comentário no Verde Mais Tenro)

Bjs

Luma Rosa disse...

Palavras são asas que às vezes falam sem som e borbulham dentro de nós! Os anjos têm asas para fora, nós temos asas para dentro. Voa Agosto e que chegue Setembro!! Tá se vendo, não gosto de agosto! Beijus,

São disse...

Agosto nem sempre é a gosto: eu que o diga!

Um abraço

Sonhadora disse...

Minha querida Ana

Se quiseres conhecer mais um pouco de mim...estou aqui a tomar chá.

http://rosanazul-rosana.blogspot.com/

Beijinhos com carinho
Rosa

Maria Luisa Adães disse...

Ana

Há muito tempo a procuro e só agora a encontrei na Homenagem a
"RosaSolodão", feita por Rosana
(a quem não conhecia).

Tenho sentido a sua falta e a quero
reencontrar, como tantas vezes o fiz.

Gosto de seu poema e de a encontrar em tudo quanto escrevo -
e tanta coisa escrevo...um pouco desiludida, pois sempre pensei
"ser melhor do que sou"...

Não me conheço bem e me considero mais, do que na realidade sou.

Não encontrei sua sigla e como algumas desaparecem...penso que isso aconteceu e a perdi...
Fico feliz por a reencontrar, muito feliz.
Me escreva e me deixe sua sigla, pois de outra forma, a torno a perder.

Tanto tempo a procurei
maior do que o tempo
que tenho para viver.

Um abraço,

Maria Luísa

Fabrício Santiago disse...

Olá, desculpe invadir seu espaço assim sem avisar. Meu nome é Fabrício e cheguei até vc através do Blog do São. Bom, tanta ousadia minha é para convidar vc pra seguir meu blog Narroterapia. Sabe como é, né? Quem escreve precisa de outro alguém do outro lado. Além disso, sinceramente gostei do seu comentário e do comentário de outras pessoas. Estou me aprimorando, e com os comentários sinceros posso me nortear melhor. Divulgar não é tb nenhuma heresia, haja vista que no meio literário isso faz diferença na distribuição de um livro. Muitos autores divulgam seu trabalho até na televisão. Escrever é possível, divulgar é preciso! (rs) Dei uma linda no seu texto, vou continuar passando por aqui...rs

Narroterapia:

Uma terapia pra quem gosta de escrever. Assim é a narroterapia. São narrativas de fatos e sentimentos. Palavras sem nome, tímidas, nunca saíram de dentro, sempre morreram na garganta. Palavras com almas de puta que pelo menos enrubescem como as prostitutas de Doistoéviski, certamente um alívio para o pensamento, o mais arisco dos animais.

Espero que vc aceite meu convite e siga meu blog, será um prazer ver seu rosto ali.

Abraços

http://narroterapia.blogspot.com/

Evanir disse...

Carinhosamente desejo a você
um feliz final de semana.
Creia você é muito importante para mim
e lembre sempre.
Deus não é nada do que você
possa imaginar,ele é tudo que
você pode amar sem medo.
Bjs no seu coração,Evanir.
Levando um pouco de você.
E deixando um poco de Mim.

RosanAzul disse...

Querida amiga tbem aquariana!!
um imenso prazer te conhecer!
Gostei muito do teu poema, teu blog está muito bonito!
Aproveito para te agradecer o carinho da visita prestigiando a nossa querida amiga Rosa Maria!
Seja sempre bem vinda!
Te convido a conhecer meu outro blog!
Estarei te seguindo ok!
Abraços de paz e luz!
http://rosanasouzanasasasdoanjoazul.blogspot.com

O Profeta disse...

Um barco parado no cais de espera
Amarras soltas do frio ferro
Uma gaivota adormeceu sem penas
Uma criança chora no meio do aterro

Cheio de penas amarro a alma
Uma saudade arrocha meu peito
Sou um caçador de nuvens breves
Um romântico sem ponta de jeito

Um barco de papel perdido do norte
Roseira plantada num campo de pedras nuas
Uma casa perdida da sua cidade
Um labirinto feito de mil e muitas ruas


Doce beijo

O Profeta disse...

Um barco parado no cais de espera
Amarras soltas do frio ferro
Uma gaivota adormeceu sem penas
Uma criança chora no meio do aterro

Cheio de penas amarro a alma
Uma saudade arrocha meu peito
Sou um caçador de nuvens breves
Um romântico sem ponta de jeito

Um barco de papel perdido do norte
Roseira plantada num campo de pedras nuas
Uma casa perdida da sua cidade
Um labirinto feito de mil e muitas ruas


Doce beijo

Ianê Mello disse...

Seus versos perduram e fazem morada na alma.

Lindo!

Bjs.