Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Frio Janeiro





Frio e luminoso mês de Janeiro
Em que as trevas assolam o país,
Horizonte largo de brilho derradeiro
Onde a Justiça se confunde na raiz.

Frio ardiloso e este sol rotineiro
Que pisa a herança da sua matriz.
Sonho largo, abraço verdadeiro,
Afecto, linha pura que sempre quis.

Ergue-te e vela, a tirania espreita!
Ergue-te e sonha o largo horizonte
No moribundo país que se estreita!

Além na colina e aqui neste monte,
Tua coluna frágil, moldável, endireita
E olha em frente da tua recta fronte!

Ana




16 comentários:

Andradarte disse...

Parabéns pelo soneto....Adorei
Beijo

mixtu disse...

o frio que vem da serra
branca
um sopro de vento...
caliente que abraça...

um frio em janeiro
como diz o povo sobre o frio: "é tempo dele..."

a pinga vai ser boa com estas geadas...

abrazo serrano

Jorge disse...

Belo e expressivo soneto que incentiva um país, moribundo e que se estreita no espartilho da tirania e da [in]justiça, a reerguer-se contra a tocaia que o espreita.
Bj
J

Fê-blue bird disse...

«Frio e luminoso mês de Janeiro
Em que as trevas assolam o país,
Horizonte largo de brilho derradeiro
Onde a Justiça se confunde na raiz.»

Retirei do teu poema esta quadra mas todo ele revela o "frio" que assola o nosso país.
Nem sei se algum dia tornaremos a nos aquecer.

beijinhos minha amiga

Evanir disse...

BOA TARDE MEU QUERIDO PORTUGAL.
O frio e a neve tão famosa desse Pais tão amado por mim hoje somente a lareira aquece o corpo desse povo amado.
No Brasil uma grande enchente levando vidas e vidas através da enxurrada .
As pessoas do morro que antes moravam perto do céus.
Hoje subiu muito mais estão junto com Deus.
Um feliz final de semana beijos no coração.
Evanir

Rogério Pereira disse...

O sol...o sol
O sol, poeta
Põe-me mole

Já me devia ter levantado
mas permaneço inerte. Acocorado

...e o frio congela a realidade

sofia disse...

Frio de Janeiro, que nos deixa sempre de manhã congelados, sem vontade de nada. :)

Sempre espectacular. beijinhos

João da Nova disse...

Gostei, como sempre… pareceu-me “sentir” uma breve esperança na parte final…

São disse...

Adorável soneto o que nos ofereces, linda.

Bem hajas!

São disse...

Adorável soneto o que nos ofereces, linda.

Bem hajas!

Margarida disse...

Sempre belo, por aqui...
Para mim Herberto Hélder é espantoso e o único escritor que me preenche por completo.

Beijinhos

Bipede Implume disse...

Querida Aninha
Pois é, os poetas têm esse condão de nos acalentar a alma.
Neste raio de sol, que é o teu soneto,sinto que ilumina o meu fiozinho de esperança.
A mudança está feita...uff. Ela é uma resposta à crise. Não é ela que nos vai vencer. Para isso temos que arranjar alternativas com menos custos.
Vamos ver se dá certo.
Um fim de semana,em paz.
Beijinhos.
Isabel

BlueShell disse...

Frio ...cada vez mais nú este país...devorado pela fome...pela estupidez de alguns..
Lindo o soneto...
Bj

CR disse...

Belíssimo blogue o teu, Ana. Do Alentejo, dessa terra de sonho, só pode vir algo de muito bom mesmo.
O Alentejo é mesmo uma paixão.
Cpts.

Sonhadora disse...

Minha querida

Maravilhoso o teu poema...e muito bela a pintura que o acompanha.


Deixo um beijinho com carinho
Sonhadora

mixtu disse...

e o carro de manhã que me está a dar quase trabalhos
geada...

abrazo serrano