Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Fímbria...

Francisco Charneca

Sobre a planície esgotada
Tomba a ruína dos dias

Sabe-se então que quimeras
Sobrevoam melancolias
Vindas do ontem e das eras
Da princesa moura encantada
De hábeis mãos macias
Sobre um penedo sentada
Que tece na fímbria das heras
Bilros de luz orvalhada

Ana


11 comentários:

edumanes disse...

Na charneca canta a cotevia
De madrugada canta o galo no poleiro
Ainda o sol não nascia
Já ia com os bois para o campo, o boieiro!

Terra do calor ardente
Na planície tantas lágrimas derramadas
Os carrascos controlavam toda a gente
Descontente, ninguém ouvia a suas palavras!

Obrigado pela sua visita amiga Ana.
Bom fim de semana, um abraço
Eduardo.

Luma Rosa disse...

Oi, Ana!!
Esses lugares amaldiçoados, abandonados e castigados pelo tempo enceram histórias de vidas, infrutíferas e secas. Dizem que tem gente que gosta de ser triste. ​Desconfio de quem diz só conhecer o céu. Até os pássaros pousam.
Beijus,

Petrus Monte Real disse...

Ana,

Gosto muito do poema.
Fala-nos de ruinas,
sem nunca perder o sentido da vida
que é o que interessa mais,
julgo eu...

Muito grato pela visita
Grande abraço
Bom fim de semana

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Há algo de bucólico e idílico neste poema que nos transporta. Gostei

Beijo amigo

São disse...

Um poema muito bonito com uma ilustração linda...

Minha querida, bom fim de semana

heretico disse...

quimeras que são lenitivo. dos dia de hoje...

teces muito bem as palavras - "como bilros de luz orvalhada"...

beijp

Fê blue bird disse...

Demonstraste uma vez mais, minha amiga Ana, a tua grande capacidade de transformar a realidade em poesia.

Se puderes passa no meu blogue tenho lá uma taça de bom vinho italiano para te oferecer, pois hoje é um dia especial ! ;)

beijinho

Maria Teresa Fheliz Benedito disse...

Que linda sua maneira única de poetar.
Você poetisa de uma tal maneira que posso ver desenado à minha frente cada cena do seu poetar...eu adoro!
Um abraço querida Ana!

Zilani Célia disse...

OI ANA!
VERSOS ESCRITOS COM O CORAÇÃO.
ABRÇS
http://zilanicelia.blogspot.com.br/

Bípede Implume disse...

Querida Aninha
Ainda gosto das lendas de mouras encantadas... mas este poema transcende todas elas.
Lindo mesmo.
Beijinho, boa semana
Isabel

Olinda Melo disse...


Querida Ana

Fico encantada com a facilidade com que inseres pedaços de lendas, que são História, nos teus poemas, dando-lhes sentido e interpretando-os à luz dos nossos tristes dias.

Mas uma luz, uma esperança nos trazes pela mão, ou pelas mãos, da moura-fiandeira, um bálsamo para o coração.

Bjs

Olinda