Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Não contes

Sônia Armelli

Não contes que eu sei
A cor das tardes 
O vazio rubro 
De sonhos
Desamparados
Não contes que te dei
O fulgor de poentes
Incendiados
E depois 
Os homens se ergueram
Na revolta
E na esperança
Dos dias condenados


Ana

10 comentários:

Mar Arável disse...

Valeu a pena

Rogério Pereira disse...


Há homens se erguendo...
E isso merece ser contado
(mesmo que saibamos, conta)

São disse...

Estupendo, amiga, estupendo o teu poema!

Boa semana para ti, rrs

irneh disse...

Palavras sabiamente entrelaçadas... Beijinhos

Fê blue bird disse...

Vale a pena ser contado minha amiga.

MUITO INSPIRADOR!

beijinho

sofia disse...

Um grande beijinho professora. *

Zilani Célia disse...

OI ANA!
HISTÓRIAS QUE AO SE REPETIREM DEIXAM SEUS FINAIS DESVENDADOS...
LINDO DEMAIS TEU TEXTO.
ABRÇS
http://zilanicelia.blogspot.com.br/

edumanes disse...

Bom amiga Ana Tapadas
Conta-me que eu não sei
Quais foram os teus sonhos
A ninguém contarei
Qual é cor dos teus olhos
Diz-me que eu não sei...
Os poentes incendiados
Havia com certeza forte razão
Eram os camponeses explorados
Ao calor do sol ardente no verão
Se reclamassem eram condenados
Quando com fome para comer pediam pão!
Viva o Alentejo
Do calor do sol ardente
Verdejante está o brejo
Alentejo, terra de boa gente!

Desejo um dia para você amiga Ana.
Um beijo
Eduardo.

Bípede Implume disse...

Querida Aninha
A poesia mora aqui, esta é a verdade.
Também gosto muito da aguarela.
Também gosto muito das revoltas de esperança...
Beijinho
Isabel

Dalva disse...

Tão lindo...