Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Lugar de bruma


Havia no meu país,
lugar distante...
perdido na bruma,
um homem sem rosto,
que sorria, delirante.

Havia no meu país,
lugar de espuma,
odor de sol e de mosto,
um homem diáfano
que queria ser pássaro.

Ana

12 comentários:

JP disse...

E voava para ilhas cheias de nevoeiro? Lugares distantes são, por vezes, lugares desconhecidos.

Beijinho

São disse...

POis, mas "cortaram as asas ao rouxinol"... ninguém voa, senão os abutres(que até só planam conforme as correntes )


Minha amiga, dorme bem

Pérola disse...

Um homem sonhador, alado.

Beijinhos

heretico disse...

havia no meu país
lugar de lonjura
um homem sem medo
que no degredo
inventava a ternura...

(desculpa o atrevimento)

beijo

Mar Arável disse...

Belo pássaro

. intemporal . disse...

.

.

. sangram os dias em que a memória fora ida deste jornada de apenas asa .

.

. (. começa assim um poema meu . ou simplesmente uma poesia minha .) .

.

. mas que remete . porque me remeteu . para este poema Seu .

.

. :) .

.

. um beijo meu .

.

.

Fê blue bird disse...

Ainda estamos à espera dele.

beijinho amiga Ana

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Pintura e poema muito bons, mesmo!

Um beijo por isso...

AC disse...

E de tanto querer voar
Olvidou as berças
Deixou-se amordaçar.

(Ana, espero que me perdoe o devaneio)

Beijo :)

Bípede Implume disse...

Querida Aninha
Andei muito perto de ti. Apesar das nuvens ameaçadoras tivemos um belo dia.
O que nos vale é a tua inspiração poética porque olhando para o que nos está a acontecer só vimos passarões, pássaros bisnaus e outros que tais.
Beijinhos e um dia bom sem nuvens.
Isabel

Fa menor disse...

Há sonhos assim. Mas, por vezes, cortam-nos as asas...

Beijinhos

Nilson Barcelli disse...

Todos queremos ter asas e poder voar...
Belo poema, como sempre.
Ana, tem um bom fim de semana.
Beijo.