Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Fulgor de deserto


Alto Alentejo, José Alves

Há palavras que jorram
Límpidas na madrugada;
Há sílabas que afloram
Numa manhã orvalhada...
E este fonema secreto
Feito hino, feito salmo...
E este fulgor de deserto
Que com palavras acalmo!

Ana


15 comentários:

Rogerio G. V. Pereira disse...

Uns dias calma
outros raiva

sem que se altere a palavra

(mistério do nosso Alentejo
da sua alma)

Eduardo Maria Nunes disse...

Viver no deserto pregando,
Sem poder fugir da morte
De tanto sofrimento chorando
Homens do mundo sem sorte.

O nosso Alentejo
não é deserto não
para amiga Ana desejo
boa noite, feliz serão!

Um beijinho.

Mar Arável disse...

Tanta vida nos desertos

Bj

© Piedade Araújo Sol disse...

a foto já por si é apaziguante e retrata bem as belezas da planície alentejana.

o poema com palavras certas é muito sereno e belo na sua simplicidade.

obrigada pelas visitas ao meu blogue das fotos.

se quiser usar alguma esteja à vontade.

beijo

:)

heretico disse...

um fonema apenas - e todo o poema se incendeia...

belo.

beijo

São disse...

Alentejo, meu lugar de infância e que terá sempre um lugar muito especial na minha alma e no meu coração...

O post está muito bonito pelo poema e pela foto

Abraços, amiga

Andradarte disse...

Fulgor de deserto nas palavras do poeta....mas fulgor do nosso maravilhoso Alentejo, no nosso coração.
Bonito
Beijo

Pérola disse...

Um fulgor tórrido.

Beijinhos

Jorge disse...

Olá, Ana!
O Alentejo, de largos horizontes, está longe de ser uniforme, é uma região de contrastes, de acalmia e de fulgor.
Um abraço,
Jorge

Fê blue bird disse...

O Alentejo sempre me acalmou.Tal como as tuas palavras minha amiga.
Uma foto linda que revela serenidade.
beijinho amiga Ana

Bípede Implume disse...

Querida Aninha
Não sou pessoa de lamúrias e vejo sempre uma pequenina esperança mesmo em dias mais negros.
Este teu poema e a bela fotografia vieram dar-me razão.
Porque há sempre uma porta para a beleza mesmo ao pé de ti.
Só me resta agradecer tê-la encontrado aqui.
Beijinhos

Graça Pires disse...

Tão belo este poema ao Alto Alentejo, onde até o silêncio se ouve...
Um beijo.

Luma Rosa disse...

Oi, Ana!
É possível deixar a carga do corpo e voar ao puro fulgor...
Beijus,

Olinda Melo disse...


Querida Ana

Palavras e imagem num enlace perfeito. :)

Bom fim de semana.

Beijinhos

Olinda

Bípede Implume disse...

Querida Aninha
Beijinhos e excelente fim de semana.
Isabel