Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Tempo dos tambores


Cicuta


Não tragas o tempo
do lirismo exacerbado
pois crescem flores
sobre as dores
de um templo abandonado
Não tragas o vento
eco das cores
Som dos tambores
de um medo inconfessado.

Ana

Cicuta


11 comentários:

Edumanes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Edumanes disse...

Quando era garoto!
vida no campo bicuda
cicuta ou abioto,
cicuta verde cicuta
via saltar o gafanhoto
lavrava a terra com a charrua
também via voar o tordo
de miséria havia fartura!

Aos 21 anos fui para a tropa,
marcar passo ao som dos tambores
no campo,delas tenho saudades agora
das que lá deixeis lindas flores!

Adorei tanto,
o seu belo poema
confesso portanto
que lê-lo bem valeu a pena!

Não é pena do passarinho,
também não é a pena que voava
das asas não a perdeu coitadinho
quando no ninho os ovos chocava!

Tenha uma boa noite amiga Ana, um beijo,
Eduardo.

Rogerio G. V. Pereira disse...

Pedes, Poeta
que não tragam
nem vento, nem tempo
Eu
desse som não tenho medo
o meu medo é
do inconfessado silêncio

Bípede Implume disse...

Querida Aninha
Está tudo bem por aqui. Obrigada.
Explico-te tudo no e-mail.
Agora somos mini-mini agricultores...lol.
Beijinhos
Isabel

Salomé Palmeiro disse...

Gostei muito professora. Espero uma visita ao meu blog :)

Majo disse...

~
~ ~ A umbelífera que se tornou famosa na história das civilizações.

~ Flores de pura e imaculada brancura vivem duma seiva letal, com horrível odor.

~ ~ ~ A ilustração como se fosse uma hipérbole do belo e sentido poema. ~ ~ ~

~ «Tempos de tambores»...
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Tempos, verdadeiramente, preocupantes.
~ ~ ~ ~ ~

Mar Arável disse...

Sem medos

toca a rufar

heretico disse...

belo teu poema.
os tempos são de épicos, de facto.
não de lirismos exacerbados.

beijo

Graça Pires disse...

As palavras em sobressalto na lucidez do poema...
Um beijo.

Fê blue bird disse...

Um aviso em forma de poesia, só tu amiga para isso conseguires.

beijinho

AC disse...

Precioso, Ana!
(E fico a ler, mais um pouco, deliciando-me com a mensagem que ondula por tão bem desenhadas palavras)

Um beijinho :)