Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Tecer

G. de Chirico

Tecer vagarosamente
Na urdidura dos dias
O quadro acorrentado
À esperança infinda
Ainda


Ana

13 comentários:

Rogerio G. V. Pereira disse...

Tece, poeta tece
mais um verso-prece

na trama dos dias

Mar Arável disse...

Ainda e sempre
Bj

CÉU disse...

Olá, "bruxinha" boa!

Estás bem?

Chamaste-me feiticeira no comentário k deixaste no meu blogue (estive a lê-lo, agora, pke já não me lembrava do teor exato do mesmo)e eu, agora, e como "moeda de troca", chamo-te "bruxinha" BOA.

Bem, qdo vi a "fotografia", k encima o teu poema, apercebi-me de k era uma pintura, assim, toda "bizarra", mas pra modernice, e até pensei k fosse o novo anúncio da Meo (estou a brincar).

Pois, este Giorgio de Chirico resolveu pintar umas cenas meio "esquizofrénicas", ou mais corretamente falando, surrealistas, e depois, tive o estudar na faculdade. Eu não sou de Artes, "alto lá" (se tu fores, estou tramada), mas de Humanidades e de História, e como era de bom tom fazer a cadeira de História de Arte, eu lá a fiz, dois aninhos a gramar aquilo, e com média final de 14, não sei como, pke eu só sei distinguir, e não é sempre, o Românico do Gótico.

De qualquer forma, goste eu ou não deste pintor, acho k escolheste mto bem esta pintura, pke se integra, na perfeição, com o teu "desassossegado" poema (mas, deixa k te diga k, ultimamente, andas virada pró mundo grego. Continuo a brincar).

Passamos a vida a urdir, minha querida, quase sempre lentamente, na lonjura dos dias e das notes, e se assim não acontecesse, a vida deixava de ter aquele elam, aquela "pica", tenho a certeza.
Não estamos acorrentados a nada, doce Ana, pke o nosso "suserano" já nos deu a "carta de alforria", ou melhor, tu, eu, estamos ligadas, umbilicalmente, à vida, mesmo k ela tenha alguns sabores, k não apreciamos.

Ai, a esperança, essa é ilimitada e infinda, como tu escreveste, e mto bem. Sempre, de braço dado connosco, mão na mão, caminhamos contra o vento, num sorriso melódico, numa braçada de ternura, sem lamento, pke o amanhã será alvo, promissor e de muitoooo amor.

Bom fim de semana.

Beijinhos de ♥ alentejano.



Magia da Inês disse...


Tecer, apenas tecer!...

Bom fim de semana com tudo de bom!
Beijinhos.❀ミ
❀˚° ·.

Majo disse...

~~~
~ Tecendo, enquanto há esperança...

~ Belo e bem estruturado
este poema, aparentemente simples.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

~ Agradável despedida de Agosto...

~~~ Abraço amigo. ~~~
~ ~ ~ ~ ~

As Mulheres 4estacoes disse...

Estamos sempre a tecer nos dias,retalhos da nossa história.
Abraços

Graça Pires disse...

Tece e destece, qual Penélope esperando Ulisses de regresso à sua Itaca. A "urdidura dos dias" há-de dar-te o vento favorável da esperança.
Um beijo, Ana

Isa Lisboa disse...

Um poema que muito fala! Poderia também muito responder, mas direi que acredito na esperança da liberdade! ;)

Beijinhos, boa semana

© Piedade Araújo Sol disse...

sempre!
a esperança não pode, não deve morrer!
um poema curto mas sentido.
uma boa semana.
um beijo
:)

heretico disse...

que bem urdes palavras de esperança...

muito belo.

beijos

Jaime Portela disse...

Ter esperança é mau sinal, dado que não depende de nós uma coisa que queremos.
Mas, em qualquer caso, dedve ser a última coisa a morrer...
Belas palavras, bem urdidas, gostei imenso.
Ana, tenha um bom resto de semana.
Beijinhos.

Existe Sempre Um Lugar disse...

Bom dia, viver sem esperança é como deitar a tolha ao chão, a esperança contribuiu para que possamos viver com motivação.
AG

Fê blue bird disse...

Essa esperança que nos alimenta os dias não se pode apagar minha querida amiga.
Beijinho solidário