Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

sábado, 3 de outubro de 2015

Silêncio e sombra

Maluda, Portel, 1986



É na tua geometria pura

Lâmina de silêncio e sombra
Secreto ensejo da memória
Desenho a negro e cicatriz
Dura na fímbria do deserto
Meretriz da verdade liminar
Alfombra de luta peremptória 
Hino ou salmo ou partitura

Será na tua geometria pura
A alvorada ou sonho ou o limiar


Ana






18 comentários:

Rogerio G. V. Pereira disse...

...na minha geometria pura?

Acredito
que seja um hino



duartenovale disse...

e pronto! já tenho d'ir ao dicionário! :D

CÉU disse...

Já li o teu poema umas tantas vezes, mas não sei se o estou ou não a interpretar com a intenção, com o sentido que tu lhe quiseste dar, mas isso é extremamente difícil de conseguir, acho eu.
Silêncio e sombra têm muito em comum, seja em que arte for, e podem ser tantas coisas!
Considero este poema, um poema de amor, embora pouco percetível aos meus olhos, pke a tua "lâmina", chamada talento e sensibilidade, faz destas magias.

Bom domingo e melhor semana.

Beijinhos, Ana!

Majo disse...

~ ~ ~
~~~ Tanto a pintura da Maluda
~~~ como o misterioso poema,
~~~ trataram a geometria pura
de modo admirável e surpreendente.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
~~~~ Abraço amigo. ~~~~

Edumanes disse...

Não escrito com uma pena,
nem com a tinta do tinteiro
todavia, nesse belo poema
não encontrei nenhum defeito!

Bom domingo amiga Ana.

© Piedade Araújo Sol disse...

sim será tudo o que (nós) quisermos....

beijinho Ana

:)

Fê blue bird disse...

Amiga Ana:

Na minha geometria pura tem que ser um hino à luta !

Um beijinho com carinho

O Puma disse...

Veremos quem vai de novo
roer a corda

Bj

Ana Pereira disse...

Boa noite
Passei pelo teu cantinho para te dar a conhecer o meu modesto espaço de poesia.
Espero que gostes. Um abraço, Ana Pereira
http://almainspiradora.blogspot.pt/

Olinda Melo disse...


Na construção e desconstrução de ideias poderemos
chegar ao limiar dos nossos sonhos e ao nascer
de um novo dia.
Belo poema, querida Ana, e também um apontamento
de Maluda que bem o ilustra.
Bj
Olinda

Daniel C.da Silva (Lobinho) disse...

Arquitectura poética...

Existe Sempre Um Lugar disse...

Boa tarde, excelente poema, conforme a personalidade se traça a geometria, também existe (os submissos) que esperam que lhe digam, qual a geometria a seguir.
AG

heretico disse...

lucidez de cristal...

beijo

Graça Pires disse...

"A alvorada ou sonho ou o limiar". Esta geometria do sentimento que se oculta no vértice das palavras mais secretas. Belo poema. Bela, a pintura de Maluda.
Um beijo, amiga.

Jaime Portela disse...

Um poema tão bom como a pintura que o ilustra.
Se a Maluda ler o poema, vai gostar imenso.
Excelente.
Ana, minha querida amiga, tenha um bom fim de semana.
Abraço.

São disse...

Parece que o "Melhor povo do mundo" não tem noção geométrica e prefere as sombras...

Belo poema, bela ilustração.

Amiga, fraterno abraço e bom final de semana

As Mulheres 4estacoes disse...

Somos vários em nossa geometria, sempre no limiar das nossas emoções.

AC disse...

Seja alvorada, sonho ou limiar, a bênção do sol é omnipresente.

Um beijinho, artesã das palavras :)