Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

domingo, 15 de maio de 2016

Livro de Horas

Maître de L’Échevinage de Rouen, cena rural


Não chores!

Olha por dentro a latitude inexplorada.
Desafia este rio, afaga esta lava...
Que os homens trazem, mas tardam
No incompleto projecto...
Fraterno,
Eterno.

Não ores!


Ana



10 comentários:

São disse...

Tu e eu estamos em pecado, amiga, pois Manuel Clemente ergue a voz pelos lucros do ensino privado e pede orações pelos refugiados e pelos desempregados...e nós fazemos o oposto!

Abraço fraterno e feliz semana.

Graça Pires disse...

Não adianta chorar. Não adianta rezar. Talvez valha a pena acender a linguagem única da emoção e, mesmo sem aviso prévio, fazermos o gesto fraterno que nos cabe...
Um beijo, Ana.

Sara com Cafe disse...

que sutileza. mensagem entre as linhas!

© Piedade Araújo Sol disse...

ele disse:
gosto de sorrisos
então ela sorriu e chorou para dentro

acho que estas estrofes de minha autoria comentam bem o teu poema.

beijinho

:)

Edumanes disse...

Não ores se não sabes,
na terra não caves de borla
nem de manhã, nem nas acaloradas tardes
quem pão para comer não tem com fome chora!

Tenha uma boa tarde amiga Ana, um abraço,
Eduardo.

Bípede Implume disse...

Querida Aninha
A Primavera também chegou ao meu jardim...há uma explosão de flores...mas falta-me o Sol.
Estamos praticamente no Verão e os dias de sol contam-se pelos dedos. Começo a perceber a depressão dos nórdicos.
Contudo temos sempre os afectos.
Muitos beijinhos.

heretico disse...

não ores, desafia os deuses...

muito bem
beijo

Rogerio G. V. Pereira disse...

Choremos como quem ora
Oremos como quem chora

Mesmo os que não saibam orar
e as lágrimas tenham acabado de secar

Mar Arável disse...

Quem souber orar
que ore

Bj

Majo disse...

~ ~ ~
Não chorar e não orar,

só para os deuses...

Dias saudáveis

e felizes.

Beijo.
~~~