Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Trémulo azul



José Alves 

Trémulo azul
Inquieto infinito
Aberto na lava
Como ave
Como bruma
Soturna e luminosa
Como sonho
Como lume
Trémulo e azul
Desenho irreal
Traçado a gume
No humano granito


Ana




8 comentários:

Majo Dutra disse...

~~~
São azuis belíssimos
que tornam esta flor tão especial,
que faz jus a esta encantadora homenagem.

~~ Beijinho, Ana.
~~~~~~~~~~~~~~

Rogerio G. V. Pereira disse...

Trémulo?
Como?
Se voa
e se penetra
em tão dura pedra

O Puma disse...

Por cá o país vibra

já tem um ponto

CÉU disse...

E eu vim ver o k tinhas por aqui, se é k tinhas e tens. e tens flores, azuis, lindíssimas, leves e outras vezes pesadas, como a vida de mta gente. esperemos mais leveza e menos carga.
Escreves mto bem, Ana, embora se note na tua poesia, desalento e desencantamento. Lá terás as tuas razões.

Beijinhos.

Graça Pires disse...

Um azul inquieto. Como inquietos são os gumes dos sonhos...
Belíssimo poema, Ana!
Um beijo.

Fê blue bird disse...

Um azul que assim penetra não pode ser trémulo, como diz o nosso amigo Rogério.

Que belas as tuas flores!

Um beijinho grato

Jaime Portela disse...

Ainda bem que há azuis que encantam os poetas.
E que, neste caso, te levou a fazer este excelente poema.
Gostei imenso.
Ana, tem um bom fim de semana.
Beijo.

PS: cheia de sorte, pois não há amor como o dos minhotos...

Sara com Cafe disse...

Lindissimaaaa!!!
Otimo final de semana.