Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Nos arredores

José Alves, Suíça, 2018


Serenas sossegam
quietas as águas
Carregam inquietas
antigas as mágoas

E o sonho do Homem
germina e acalenta
Arredores se percorrem
na névoa que enfrenta

Ao ritmo dos dias
o degelo alimenta
o flagelo distante
que a aragem lamenta


Ana


14 comentários:

CÉU disse...

estamos as duas sem ter nada pra fazer? Hora de almoço, suponho.

Olá, querida Ana!

estou um bocadinho melhor das mãos, mas boa nunca mais vou ficar. O importante é k vá escrevendo.

Que poema sereno, bonito e triste! Parece-me que o mundo já não tem sossego, ora por isto, ora por aquilo. As nossas brisas, as alentejanas, não chegam lá. É pena! Gostei mto do k escreveste, embora nostalgicamente. Há realidades k custam tanto!

Beijinhos e boa semana.

Graça Pires disse...

As palavras inquietas do teu poema, tão belo e sentido, lembra-nos como está inquietante este mundo...
Uma boa semana, Ana.
Um beijo.

Rogerio G. V. Pereira disse...

que o sonho do Homem
sobreviva
ao ritmo dos dias

Mariazita disse...

Com palavras que revelam inquietude se constrói um belo poema.
E assim vai o mundo... (sem excepção).
Talvez a Suiça se aproveite, no meio de toda a confusão.

Votos de uma boa semana.
Beijinhos
MARIAZITA / A CASA DA MARIQUINHAS

Manuel Veiga disse...

a simplicidade e a depuração da poesia
dão muito trabalho. mas compensa... rs

excelente teu poema

beijo

Jaime Portela disse...

Nem sempre pela aragem se vê quem vai na carruagem...
Excelente poema, parabéns pela inspiração.
Bom fim de semana, amiga Ana.
Beijo.

Mar Arável disse...

O repousa das águas inquietas
Bj

Majo Dutra disse...

Duas peças e arte belíssimas:
a fotografia e o poema...
Dias leves e suaves...
Abraço grande, querida Amiga.
~~~

AC disse...

Um olhar, um sentir, filtrados em mil e uma experiências. Já não chove quando deve chover, as aves inquietam-se, em busca dum novo rumo. Mas voam, voam sempre...

Um beijinho, Ana :)

Lu Dantas disse...

Que bonito, Ana! ;)

beijos!

https://ludantasmusica.blogspot.com.br

Victor Barão disse...

Magnifica imagem a ilustrar um magnifico poema, muito bom!
parabéns com votos de excelente semana
Beijo

Ana Rodrigues disse...

Muito harmoniosas as palavras, resultaram num belo poema! Boa semana :)

silvioafonso disse...

Naveguei nas tuas águas...
Pisei a grama do teu jardim,
mas não te vi, além dos
espantalhos com um barco nas
costas expulsando os passa-
rinhos.

Saudades de você, criança.

.

Olinda Melo disse...



Olá, Ana

Belíssima a foto de José Alves. Um enquadramento que convida a ir para esse sítio respirar o ar pacífico dele emana. Mas nem tudo é tão calmo como isso. Há tristezas e sofrimento que se escondem, por motivos antigos ou dos nossos dias. Penso que o Homem carregará consigo esse fardo, sempre.

Beijinhos

Olinda