Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Hodiernos

 

                                                     Veneza, 2010 - José Alves                                                      



Ainda como num sonho,
o brilho é um mero artifício,
mergulhado na negridão.
Arruínam-se as novas rotas,
Destroem-se todas as frotas, 
aos nómadas da escravidão.
O breu é agora medonho...
no trilho renovado do suplício!


Ana


9 comentários:

Maria João Brito de Sousa disse...

Não consegui evitar uma espécie de calafrio ao ler estes Hodiernos prenúncios, Ana.

Forte abraço!

Sam Seaborn disse...

Que não se acabe com a esperança... Lindo como sempre. Um beijinho

São disse...

Ai, minha querida Ana, que os tempos são mesmo de trevas....mas tenhamos esperança.


Grande abraço, desejando-te tudo de bom

Edum@nes disse...

De quem se não esquece,
vou direto ao assunto...
Com três letras se escreve,
o maior amor do mundo...
O luto é que me entristece!

Desejo que tudo esteja bem consigo amiga Ana. Boa noite. Beijinhos.

alfacinha disse...

a esperança anda no labrinto
bjos

Mar Arável disse...

Ficam sempre memórias
com um brilho nos solhos
e palavras desgrenhadas

Bj

Graça Pires disse...

Que se convoquem as sombras e a escuridão para podermos encontrar a luz. Que a esperança não nos abandone. Nem a coragem.
Cuide-se bem minha Amiga Ana.
Uma boa semana.
Um beijo.

Jaime Portela disse...

Confesso que vi várias interpretações possíveis para este poema.
Em qualquer delas, no entanto, vi um poema de excelência.
Parabéns pelo talento (inspiração + suor...).
Bom fim de semana, querida amiga Ana.
Beijo.

Manuel Veiga disse...

os suplícios a marcar a Hora!


beijo