Mostrar mensagens com a etiqueta Mundo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mundo. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 15 de abril de 2019
quarta-feira, 16 de janeiro de 2019
Brexit
![]() |
O Grito (no original Skrik) é uma
série de quatro pinturas do artista norueguês Edvard Munch, a mais célebre das
quais datada de 1893. A obra representa uma figura andrógina num momento de
profunda angústia e desespero existencial. O plano de fundo é a doca de
Oslofjord, em Oslo, ao pôr-do-sol. O quadro O Grito é considerado como uma das
obras mais importantes do movimento expressionista. (WIKI)
AS VÁRIAS VERSÕES DESTE QUADRO PARECEM TRADUZIR O ESTADO EMOCIONAL DA SOCIEDADE, DITA, BRITÂNICA.
Etiquetas:
Mundo
sábado, 5 de janeiro de 2019
sábado, 15 de dezembro de 2018
Dirás que o fogo aquece...
![]() |
| Sudão, FOLHA.COM |
Que faremos, após o serão?
Que faremos, depois no Verão?
Dirás que o fogo aquece...
Dirás que o Sol aquece...
Dirás Etiópia ou dirás Sudão?
Dirás Amor ou será Paixão?
E leremos o Passado...
E teremos o legado!
![]() |
| Etiópia, FOLHA.COM |
A sombra se ergue
E o Medo vagueia...
O Amor te abriga,
A Paixão te ateia!
Na clausura dos dias
Não ergas @ rede...
Na clausura dos dias
Não sacies a sede!
![]() |
| Sugestão de leitura |
Dirás Etiópia ou dirás Sudão?
Dirás Amor ou será Paixão?
E leremos o Passado...
E teremos o legado!
![]() |
| TVI24 |
Que faremos, após o serão?
Que faremos, depois no Verão?
Dirás que o fogo aquece...
Dirás que o Sol aquece...
Ana
quarta-feira, 14 de novembro de 2018
Temos o dever
![]() |
| Revista, Exame |
Esta não é uma marcha triunfal.
Não vivemos num tempo em que se possa perdoar o hedonismo. A ilusão do mundo virtual não pode distrair a triste realidade de afloramentos perigosos. A decadência narcisista tomou conta dos valores humanos, especialmente no, dito, Ocidente...
Entre o Modernismo e uma Idade por vir, atolamos a Humanidade numa Idade do Meio, uma Idade Média em que tudo se desconstrói.
Temos o dever de desconstruir a superficialidade reinante.
Assim, e para que nunca possas dizer que não te falei das flores, recordemos o duro silêncio de todas as religiões e a mudez de todas as almas que se dizem boas...
Não me peças um poema doce, pois este é um caminho para perigosos regressos e já outros, antes de mim, ergueram as suas vozes.
Não me peças um poema doce, pois este é um caminho para perigosos regressos e já outros, antes de mim, ergueram as suas vozes.
Etiquetas:
Idade Média,
Migrantes,
Mundo
domingo, 28 de outubro de 2018
Cega e Paralisa
![]() |
| Portinari, Guerra e Paz, ONU |
No ano de 1940, um grande poeta brasileiro, escrevia um poema intemporal a que deu o sábio título de «Congresso Internacional do Medo». Imperioso lê-lo, hoje, quando o mundo se agita em desequilíbrios de toda a ordem e no momento em que muitas sombras espreitam.
O Medo cega e paralisa a consciência humana.
Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
Carlos Drummond de Andrade
![]() |
| Cândido Portinari, A Construção de uma Mão |
“Não, essa ameaça da barbárie
fascista não desapareceu totalmente. Por isso, apelamos sempre para uma
verdadeira insurreição pacífica contra os meios de comunicação de massas, que,
como horizonte para os nossos jovens, só sabem propor o consumo de massas, o
desprezo pelos mais fracos e pela cultura, a amnésia generalizada e a competição
desenfreada de todos contra todos. A todos aqueles e aquelas que construirão o
século XXI, dizemos com carinho: criar é resistir. Resistir é criar”.
Stéphane HESSEL, Indignai-vos!,
2010
sábado, 29 de setembro de 2018
«Janela do Caos»
![]() |
| O amor em tempos de caos Jan Toorop ( Johannes Theodorus Toorop ) 1858 - 1928 Holandês pintor indonésio simbolismo |
Harmonia do terror
Quando a alma destrói o
perdão
E o ciclo das flores se
fecha
No particular e no geral:
Nenhum som de flauta,
Nem mesmo um templo grego
Sobre colina azul
Decidiria o gesto
recuperador.
Fome, litoral sem coros,
Duro parto da morte.
A terra abre-se em sangue,
Abandona o branco Abel
Oculto de Deus.
(mestre da poesia brasileira) Murilo Mendes, «Janela do Caos»
![]() |
| Indonésia, hoje, Estadão |
Etiquetas:
Mundo
terça-feira, 24 de julho de 2018
Helénicos
Ira de Aquiles, filho de Peleu,
deusa, concede que eu celebre em canto,
ira fatal que aos acaios impôs
uma miríade de sofrimentos;
muitas almas de força e valentia
fez descender para a casa de Hades;
almas de heróis cujos corpos sem vida
relegou como espólio para os cães
e de banquete às aves de rapina.
Assim cumpria-se o plano de Zeus
desde o primeiro momento em que os dois
por força da discórdia se apartaram,
o Atrida, soberano de varões,
e o filho de Peleu, divino Aquiles.
Quem dentre os deuses incitou os dois,
por meio da discórdia, a contenderem?
Foi o nascido de Leto e de Zeus,
que, movido por raiva contra o rei,
fez com que sobre o exército avançasse
terrível peste – o povo perecia –
por motivo de o sacerdote Crises
ter sido desonrado pelo Atrida.
Isso ocorreu no dia em que ele fora
até as rápidas naves aqueias
a fim de libertar a sua filha,
carregando um resgate imensurável
e tendo em suas mãos sinais divinos,
lauréis de Apolo, flecheiro infalível,
entrelaçados em seu cetro de ouro.
Pedia para todos os aqueus,
mas sobretudo para os dois Atridas,
comandantes de povos e varões:
“Filhos de Atreu e vós outros aquivos,
guerreiros de cnêmides bem-feitas,
que para vós concedam os divinos,
possuidores de olímpicas moradas,
saquear a priâmea cidadela
e ter um bom retorno para casa.
Mas libertai minha filha querida,
aceitando os resgates que vos trago.
Sede tementes ao filho de Zeus,
o arqueiro de infalível mira, Apolo.”
Nisso, os outros acaios aclamaram
com jubilosos gritos o discurso:
que o sacerdote fosse respeitado
e que se recebessem os resgates.
Somente ao filho de Atreu, Agamêmnon,
isso não alegrava o coração.
Terrivelmente rechaça o ancião
e o manda embora com grave discurso:
“Que eu não te encontre novamente, velho,
junto das côncavas naves aqueias,
nem agora tardando em retirar-te
nem mais tarde voltando para cá.
De nada poderão te auxiliar
esse teu cetro e as insígnias do deus,
pois eu não a libertarei jamais
antes de lhe sobrevir a velhice
dentro do meu palácio, lá em Argos,
muito longe da terra de seu pai,
frequentando o tear a cada dia
e me encontrando ao leito a cada noite.
Agora parte! Não me encolerizes,
que assim talvez tu salves tua vida.”
Assim falou. O velho, amedrontado,
obedeceu às ordens recebidas.
Partiu calado, caminhando só
junto das dunas do mar murmurante.
Depois que se afastou do acampamento,
o velho então rezou com grande empenho:
“Apolo, meu senhor, tu que nasceste
de Leto, de belíssimas madeixas,
escuta minha prece, do arco argênteo,
tu que zelas solícito por Crisa
e por Cila, terreno consagrado,
e que em Tênedo reges com poder.
Esminteão, se alguma vez outrora
ergui um belo templo para ti,
ou se acaso eu alguma vez outrora
queimei ossadas de coxas com banha,
ossos de coxas de touro ou de bode,
concede para mim o que desejo:
faz com que os dânaos me paguem todas
as minhas lágrimas com tuas flechas!”
Assim ele falou em sua prece
e Febo Apolo logo o escutou.
Ele baixa dos píncaros do Olimpo,
enraivecido desde o coração,
trazendo junto aos ombros o seu arco
e a aljava de feitura primorosa.
Junto às espáduas do deus furioso,
retiniam agudos os projéteis
à medida que se movimentava
avançando semelho à própria noite.
Logo senta distante dos navios
e então dispara a primeira das flechas.
Um terrível clangor ressoa ao longe
espraiando-se do arco prateado.
Acometeu primeiro contra os mulos
e logo após contra os fúlgidos cães.
Na sequência, contudo, pondo a mira
de seu dardo aguçado contra os homens,
ele atirou. Sem pausa, dia e noite,
as piras de cadáveres queimavam.
deusa, concede que eu celebre em canto,
ira fatal que aos acaios impôs
uma miríade de sofrimentos;
muitas almas de força e valentia
fez descender para a casa de Hades;
almas de heróis cujos corpos sem vida
relegou como espólio para os cães
e de banquete às aves de rapina.
Assim cumpria-se o plano de Zeus
desde o primeiro momento em que os dois
por força da discórdia se apartaram,
o Atrida, soberano de varões,
e o filho de Peleu, divino Aquiles.
Quem dentre os deuses incitou os dois,
por meio da discórdia, a contenderem?
Foi o nascido de Leto e de Zeus,
que, movido por raiva contra o rei,
fez com que sobre o exército avançasse
terrível peste – o povo perecia –
por motivo de o sacerdote Crises
ter sido desonrado pelo Atrida.
Isso ocorreu no dia em que ele fora
até as rápidas naves aqueias
a fim de libertar a sua filha,
carregando um resgate imensurável
e tendo em suas mãos sinais divinos,
lauréis de Apolo, flecheiro infalível,
entrelaçados em seu cetro de ouro.
Pedia para todos os aqueus,
mas sobretudo para os dois Atridas,
comandantes de povos e varões:
“Filhos de Atreu e vós outros aquivos,
guerreiros de cnêmides bem-feitas,
que para vós concedam os divinos,
possuidores de olímpicas moradas,
saquear a priâmea cidadela
e ter um bom retorno para casa.
Mas libertai minha filha querida,
aceitando os resgates que vos trago.
Sede tementes ao filho de Zeus,
o arqueiro de infalível mira, Apolo.”
Nisso, os outros acaios aclamaram
com jubilosos gritos o discurso:
que o sacerdote fosse respeitado
e que se recebessem os resgates.
Somente ao filho de Atreu, Agamêmnon,
isso não alegrava o coração.
Terrivelmente rechaça o ancião
e o manda embora com grave discurso:
“Que eu não te encontre novamente, velho,
junto das côncavas naves aqueias,
nem agora tardando em retirar-te
nem mais tarde voltando para cá.
De nada poderão te auxiliar
esse teu cetro e as insígnias do deus,
pois eu não a libertarei jamais
antes de lhe sobrevir a velhice
dentro do meu palácio, lá em Argos,
muito longe da terra de seu pai,
frequentando o tear a cada dia
e me encontrando ao leito a cada noite.
Agora parte! Não me encolerizes,
que assim talvez tu salves tua vida.”
Assim falou. O velho, amedrontado,
obedeceu às ordens recebidas.
Partiu calado, caminhando só
junto das dunas do mar murmurante.
Depois que se afastou do acampamento,
o velho então rezou com grande empenho:
“Apolo, meu senhor, tu que nasceste
de Leto, de belíssimas madeixas,
escuta minha prece, do arco argênteo,
tu que zelas solícito por Crisa
e por Cila, terreno consagrado,
e que em Tênedo reges com poder.
Esminteão, se alguma vez outrora
ergui um belo templo para ti,
ou se acaso eu alguma vez outrora
queimei ossadas de coxas com banha,
ossos de coxas de touro ou de bode,
concede para mim o que desejo:
faz com que os dânaos me paguem todas
as minhas lágrimas com tuas flechas!”
Assim ele falou em sua prece
e Febo Apolo logo o escutou.
Ele baixa dos píncaros do Olimpo,
enraivecido desde o coração,
trazendo junto aos ombros o seu arco
e a aljava de feitura primorosa.
Junto às espáduas do deus furioso,
retiniam agudos os projéteis
à medida que se movimentava
avançando semelho à própria noite.
Logo senta distante dos navios
e então dispara a primeira das flechas.
Um terrível clangor ressoa ao longe
espraiando-se do arco prateado.
Acometeu primeiro contra os mulos
e logo após contra os fúlgidos cães.
Na sequência, contudo, pondo a mira
de seu dardo aguçado contra os homens,
ele atirou. Sem pausa, dia e noite,
as piras de cadáveres queimavam.
Homero, in ILÍADA (Tradução
de Leonardo Antunes)
segunda-feira, 23 de julho de 2018
O Sorriso Perdido
![]() |
RNoAEFÉNS DO BOKO HARAMtíci LIBERTADOS NA NIGÉRIA: "AINDA DÓ |
"O que se percebe
imediatamente é que as crianças aqui quase não riem", conta um funcionário
do acampamento de Malkohi, na periferia da cidade nigeriana de Yola. Cerca de
metade das perto de 300 pessoas que eram mantidas em cativeiro pelo Boko Haram
tem menos de 18 anos. Um terço das crianças no acampamento sofre de desnutrição.”
Adrian Kriesch, António Cascais
Notícias da Nigéria em dias de Julho.
Etiquetas:
Mundo
domingo, 8 de abril de 2018
segunda-feira, 8 de maio de 2017
Deve haver
![]() |
| Beckwith e Fisher. Sudão |
Deve haver, num recanto qualquer
o bafo quente, a terna voz...
Deve haver, um mágico embondeiro
que acalme e proteja o terno rosto
e o espírito trágico que vagueia,
bombardeio de crueldade atroz.
Deve haver, num recanto qualquer
um ser humano, um colo de mulher,
um cálido ideal que serpenteia...
E o grito que rebenta a voz!
Ana
| Jornal EXPRESSO, 8/05/17 |
sexta-feira, 7 de abril de 2017
Da tranquilidade...
![]() |
| Doitri.com |
Há, no meu jardim, um pouco dos lugares por onde andei. O Mediterrâneo veio aqui desaguar, numa branda transparência de azuis, numa onda íntima de sossego e serenidade. Há, no meu jardim, uma Humanidade que se mescla nos odores adocicados deste Abril de espanto e dor. Nele me distendo, depois de duros dias de trabalho. Refúgio onde me sento e releio Kafka. Que querias que lesse, nos dias que correm? Deixa a tua torre de marfim, sai do teu pequeno mundo, olha ao redor...Este é o momento que ele definiu tão bem: ansiedade e alienação!
Ana
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
terça-feira, 27 de setembro de 2016
sábado, 5 de dezembro de 2015
sábado, 27 de junho de 2015
Dies Irae
| Alto Alentejo, José Alves |
"A não-violência não
consiste em renunciar a toda luta real contra o mal. A não-violência, tal como
eu a concebo, empreende uma campanha mais activa contra o mal que a Lei de Talião, cuja natureza mesma traz como resultado o desenvolvimento da perversidade.
Eu levanto, frente ao imoral, uma oposição mental e, por conseguinte, moral.
Trato de amolecer a espada do tirano, não cruzando-a com um aço mais afiado,
mas defraudando a sua esperança ao não oferecer resistência física alguma. Ele
encontrará em mim uma resistência da alma, que escapará do seu assalto. Essa
resistência primeiramente o cegará e em seguida o obrigará a dobrar-se. E o
facto de dobrar-se não humilhará o agressor, mas o dignificará... ", M. GANDHI
| Mediterrâneo, José Alves |
Apetece cantar, mas ninguém canta.
Apetece chorar, mas ninguém chora.
Um fantasma levanta
A mão do medo sobre a nossa hora.
Apetece gritar, mas ninguém grita.
Apetece fugir, mas ninguém foge.
Um fantasma limita
Todo o futuro a este dia de hoje.
Apetece morrer, mas ninguém morre.
Apetece matar, mas ninguém mata.
Um fantasma percorre
Os motins onde a alma se arrebata.
Oh! maldição do tempo em que vivemos,
Sepultura de grades cinzeladas,
Que deixam ver a vida que não temos
E as angústias paradas!
Miguel Torga, in Cântico do Homem
Etiquetas:
fotografias,
Mundo,
Violência
quarta-feira, 25 de março de 2015
«O grande desastre aéreo de ontem»
![]() |
| Mediterrâneo, José Alves |
«Para
Cândido Portinari
![]() |
| «Menino com carneiro», 1953 - Portinari |
Vejo sangue no ar, vejo o piloto que levava uma flor para a noiva, abraçado com
a hélice. E o violinista em que a morte acentuou a palidez, despenhar-se com
sua cabeleira negra e seu estradivárius. Há mãos e pernas de dançarinas arremessadas
na explosão. Corpos irreconhecíveis identificados pelo Grande Reconhecedor.
Vejo sangue no ar, vejo chuva de sangue caindo nas nuvens batizadas pelo sangue
dos poetas mártires. Vejo a nadadora belíssima, no seu último salto de
banhista, mais rápida porque vem sem vida. Vejo três meninas caindo rápidas,
enfunadas, como se dançassem ainda. E vejo a louca abraçada ao ramalhete de
rosas que ela pensou ser o paraquedas, e a prima-dona com a longa cauda de
lantejoulas riscando o céu como um cometa. E o sino que ia para uma capela do
oeste, vir dobrando finados pelos pobres mortos. Presumo que a moça adormecida
na cabine ainda vem dormindo, tão tranqüila e cega! Ó amigos, o paralítico vem
com extrema rapidez, vem como uma estrela cadente, vem com as pernas do vento.
Chove sangue sobre as nuvens de Deus. E há poetas míopes que pensam que é o
arrebol.»
Jorge de Lima (1893-1963)
| Alpes franceses, José Alves |
Etiquetas:
Europa,
fotografias,
Mundo,
poesia
Subscrever:
Mensagens (Atom)

























