sexta-feira, 3 de novembro de 2017
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
Língua e Cultura
Conheço relativamente bem Barcelona e a Catalunha. Houve um tempo em que muito escrevi, por aqui, sobre aquelas paragens. Ali tenho bons amigos... O Cesc partiu para sempre.
São tempos circulares aqueles que vivemos. A seguir veremos. Não vivemos tempos de lirismo, isso não!
Recordando (basta clicar):
Pela Catalunha
[...] Não podemos apagar a História. Estamos de acordo. Não poderemos esquecer as guerras: civis, coloniais, quixotescas, velhas gestas, velhas tiranias. Só assim evitaremos as do porvir.
[...] Não podemos apagar a História. Estamos de acordo. Não poderemos esquecer as guerras: civis, coloniais, quixotescas, velhas gestas, velhas tiranias. Só assim evitaremos as do porvir.
Da tua rica Catalunha podes olhar o meu Portugal sem memória histórica.
Tu não és castelhana. Eu não sou castelhana.
Nós somos ibéricas e irmãs ancestrais. Nós somos ibéricas como todos os castelhanos, afinal.
Humanas e sequiosas de um mundo melhor.
Com Amizade.
Etiquetas:
península ibérica
sexta-feira, 13 de outubro de 2017
sábado, 30 de setembro de 2017
Reflexão de véspera
![]() |
| Teatro de Dionísios, Atenas |
Li algures que os gregos antigos não escreviam necrológios,
quando alguém morria perguntavam apenas:
tinha paixão?
quando alguém morre também eu quero saber da qualidade da
sua paixão:
se tinha paixão pelas coisas gerais,
água,
música,
pelo talento de algumas palavras para se moverem no caos,
pelo corpo salvo dos seus precipícios com destino à glória,
paixão pela paixão,
tinha?
e então indago de mim se eu próprio tenho paixão,
se posso morrer gregamente,
que paixão?
os grandes animais selvagens extinguem-se na terra,
os grandes poemas desaparecem nas grandes línguas que
desaparecem,
homens e mulheres perdem a aura
na usura,
na política,
no comércio,
na indústria,
dedos conexos, há dedos que se inspiram nos objectos à
espera,
trémulos objectos entrando e saindo
dos dez tão poucos dedos para tantos
objectos do mundo
e o que há assim no mundo que responda à pergunta grega,
pode manter-se a paixão com fruta comida ainda viva,
e fazer depois com sal grosso uma canção curtida pelas
cicatrizes,
palavra soprada a que forno com que fôlego,
que alguém perguntasse: tinha paixão?
afastem de mim a pimenta-do-reino, o gengibre, o cravo-da-índia,
ponham muito alto a música e que eu dance,
fluido, infindável, apanhado por toda a luz antiga e
moderna,
os cegos, os temperados, ah não, que ao menos me encontrasse
a paixão
e eu me perdesse nela
a paixão grega.
Herberto Hélder.
Etiquetas:
fotografias,
poesia
sábado, 16 de setembro de 2017
Sublimando...
![]() |
| Rob Gonsalves |
Firmes, os teus passos rasgam uma inquieta solidão. Abre o peito à calada luz que te guia...credo no velho ideal, no sentimento ardente, na claridade azul da madrugada fria! Que importam os brados, que dizem os bardos líricos e narcísicos olhando a própria sombra? Não és um deles. A selva urbana não te intimida,nela os homens afogam os sonhos e viajam em florestas imaginárias onde os medos se escondem...
Regressa! A lua vai alto e os ideais se acalentam.
Regressa! A lua vai alto e os ideais se acalentam.
Ana
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