Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

quarta-feira, 3 de março de 2021

Vertigem


Vladimir Kush


É este silêncio de dias plenos

É o rumor do tempo que corre

E o frio fechado no coração

Dos homens!

As vidraças estilhaçadas

Na vertigem de dias plenos

E as forças renovadas...

Dos homens!

É o grito incendiado que fulmina

O arrebol do tempo renovado 

E o frio fechado no coração

Dos homens!


Ana


22 comentários:

Janita disse...

Um poema que denota uma grande tristeza e desalento, Ana.

Espero e desejo que esteja bem.

Um beijinho amigo.

Rogério G.V. Pereira disse...

Silêncio
rumor
frio
estilhaços
grito
vertigem
coração

Falemos então
das forças renovadas...

chica disse...

Poema e pintura lindos! Como estás? Tudo de bom! beijos, chica

Maria João Brito de Sousa disse...

Resistamos, Ana. Resistamos enquanto nos sobrar um átomo de força e lucidez!

Forte abraçço

São disse...

Vamos ter que resistir, minha querida, como diz a Maria João - embora não se saiba muito bem como!

Abraço estreito nestes tempos em que se finge viver

J.P. Alexander disse...

Lindo poema muy reflexivo. Te mando un beso

alfacinha disse...

Temos de resistir sem perder a coragem
abraços

Fê blue bird disse...

Querida Ana,

Desabar e lutar, temos que conseguir!
A bela pintura de Vladimir Kush, assim nos incentiva.
Um abraço apertado.

Edum@nes disse...

Essas palavras, bem, entendo. Das quais não duvido. Se ajustam no tempo. Que nos empurra para o abismo!

Bom Domingo amiga Ana. Beijinhos.

Luiz Gomes disse...

Bom dia Ana, poema e pintura maravilhosa.

Petrus Monte Real disse...

Querida Ana:

O poema e o grito.

Gosto de pensar
que a Vertigem
é autêntico grito de esperança!

Fá menor disse...

Muito bela conjugação de palavras e sentimentos.

"O frio fechado no coração dos homens" é o que enregela as almas e petrifica o mundo.
E as pessoas a precisarem tanto do calor humano, que falha!...
Que o abismo não nos engula.

Boa semana, amiga!

Beijinhos.

Majo Dutra disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Majo Dutra disse...

Existe um frio a coabitar com muita esperança...

Gostei muito do poema pela sua atualidade numa antítese espantosa -- vida e morte...

Enfrentando e lutando, como sempre faz, querida amiga. Que venham bons ventos...


Ainda assim, desejo-lhe um Dia da Mulher carinhoso e uma semana feliz. Abraço amigo.
~~~~~~~~~~~~~~~

Graça Pires disse...

"O frio fechado no coração dos homens". Há-de chegar um tempo em que a Luz de cada dia ocupe o frio que nos arrefece a vida. Lindíssimo poema, minha Amiga Ana.
Um dia internacional da Mulher cheio de Amor.
Cuide-se bem.
Uma boa semana.
Um beijo.

Olinda Melo disse...


Um misto de emoções e de sentires,
que alga o coração dos homens.
Amor, amor e mais amor faria o milagre de
renovação de que precisamos.
Belo poema, querida Ana.
Gostei muito.
Beijo
Olinda

Elvira Carvalho disse...

O desalento patente no poema através do frio persistente.
Não percamos a esperança de que o sol voltara a derrotar o frio.
Abraço, saúde e boa semana

Ana Tapadas disse...

Não, Elvira e Janita, eu não estou desanimada.
É apenas o “ar do tempo”...
Bjs

© Piedade Araújo Sol disse...

Um poema actual.
O desalento que nos assola.
Mas não podemos perder a esperança.
Melhores tempos virão.
Boa semana.
Beijinhos
:)

Jaime Portela disse...

Pois, os sentimentos congelaram...
Excelente poema, gostei imenso.
Continuação de boa semana, querida amiga Ana.
Beijo.

Manuel Veiga disse...

poema denso e intenso! que vai fundo
e surpreende ...

gostei muito,

beijo, amiga

AC disse...

Dos homens tudo se pode esperar, do melhor ao pior. Mas, infelizmente, cada vez há menos margem para que o melhor prevaleça.
(Gosto muito da tua escrita)

Um beijinho, Ana :)