terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Chuva


Guarda-Chuva. Rafal Olbinski. 2017


Chove como sempre. E,
sempre que chove,
as pessoas abrigam-se
(as que não estavam à
espera que chovesse);
ou abrem, simplesmente,
o chapéu-de-chuva - de
preferência com fecho
automático. Porque, quando
chove, todos temos de
fazer alguma coisa: até
nós, que estamos dentro
de casa. Vão, uns, até
à janela, comentando:
"Que Inverno!"; sentam-se,
outros, com um papel
à frente: e escrevem
um poema, como este.


Nuno Júdice, "Um Canto na Espessura do Tempo", 1992

8 comentários:

  1. Lindo poema e imagem! Tudo é motivo para poesias escrever:sol ou , no caso, chuva...
    Ótimo dia! beijos, tudo de bom,chica

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  2. Suas escolhas para a imagem fazem toda a diferença ,Ana
    enquanto a chuva empresta ao Júdice essa bonita poesia.
    Bom ter tua companhia Ana e deixar sempre um bom abraço.

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  3. Muito bom te reler por aqui, Ana, tuas postagens sempre pertinentes!

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  4. Sempre muito bom te reler por aqui, Ana! Postagens ótimas e pertinentes.

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  5. hahaha, a imagem e poema muito lindos,
    quanta criatividade nessa imagem!
    Uma linda sexta-feira, Ana.
    Meu abraço daqui de longe.

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  6. Gosto muito da poesia de Nuno Júdice.
    E adoro ver chover, chuvinha mansa que molha
    suavemente e acaricia.
    O guarda-chuva é lindo :)
    Beijinhos~
    Olinda

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  7. ... ou, simplesmente, deixar chover e apreciar. :)

    Muito lindo poema!

    Não tenho por hábito usar guarda-chuva, mas muitas vezes é necessário, mesmo quando se usa outros acessórios para a chuva...

    Beijinhos.

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