terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Frio Janeiro



SIC- notícias (Nuvem prateleira sobre Ponte de Sor), Jan. 2026



FRIO JANEIRO 

Frio e luminoso mês de janeiro 
Em que as trevas assolam o país, 
Horizonte largo de brilho derradeiro 
Onde a Justiça se confunde na raíz. 

Frio ardiloso e este sol rotineiro 
Que pisa a herança da sua matriz. 
Sonho largo, abraço verdadeiro, 
Afeto, linha pura que sempre quis. 

Ergue-te e vela, a tirania espreita!
Ergue-te e sonha o largo horizonte 
No moribundo país que se estreita! 

Além na colina e aqui neste monte, 
Tua coluna frágil, moldável, endireita 
E olha em frente da tua reta fronte! 

                                                                     
                                 Ana Tapadas, SUL SERENO, p.52


    Caiu granizo e uma chuva intensa, e as nuvens partiram, a madrugada trouxe, então, as cores do improvável. O improvável está sempre à espreita e, na primeira ocasião, instala-se.


Hoje, de madrugada. 



    Não gostaria de envelhecer no país em que fui criança!
               (Sim, é uma metáfora.)

16 comentários:

  1. Quando ao frio Janeiro
    Se junta um todo poético
    Minha Alma se sente aquecida

    Beijo de fã

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  2. Não sei se o que mais me espantou foi o improvável soneto ou a improvável aurora boreal, Ana.

    O Cúmulo-prateleira-onda da primeira imagem também é impressionante, mas já vi alguns grandiosos e bastante semelhantes.

    De qualquer forma, é o poema que nos incita a "erguer-nos e a velar". Fá-lo-ei enquanto me restar um pingo de força.

    Um beijo

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  3. Wow, this is beautifully poetic! 🌅 I love how you capture the magic of unexpected moments—how the improbable quietly waits, then bursts into color. Truly evocative and thought-provoking. ✨💭

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  4. Absolutely stunning imagery! 🌦️ The way you describe the improbable settling in makes the scene feel alive and almost magical—like nature itself is full of surprises just waiting to appear. ✨🎨

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  5. Nunca vi uma nuvem dessas ao vivo nem auroras boreais e, sinceramente, embora as ache magníficas ( a tua foto comprova-o) não me agrada que sejam vistas em Portugal , pois é sinal de que algo se passa no Sol.

    Parabéns pelo soneto !

    Pois, também não quero envelhecer num país igual ao da minha vida até aos 24 anos.

    Carinhoso abraço, minha querida amiga.

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  6. Belíssimas e arrepiantes fotos! Um poema magnífico e tão actual!

    E... tenhamos sempre em nós a pureza de criança!

    Beijinhos, amiga Ana Tapadas! Tudo de muito bom!

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  7. Bella imagen . Hermoso poema. Te mando un beso.

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  8. Querida Ana,
    Que belas imagens ilustram o seu reflexivo poema, acredito que as "trevas" assolam muitos países, inclusive a maior nação do mundo. Mesmo neste cenário caótico é muito bom ter pessoas como você que sabem fazer uma crítica da sociedade em forma de poema e de certa forma alertar as pessoas fazendo-as pensar.
    Um abraço!

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  9. Olá minha querida amiga Ana. Fiquei espantado com a aurora boreal e que nunca apareceu em outros lugares. Grande abraço do seu amigo brasileiro.

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  10. Que passe rápido este mês e que venha a primavera.
    Isabel Sá
    Brilhos da Moda

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  11. No Algarve, também estamos passando por um Janeiro atípico.
    De frio e sol radiantes, andamos sujeitos à série de tempestades provocados pela tal Ingrid...
    Um belo soneto expressivo e muito pertinente.
    Que tudo suceda pelo melhor.
    Beijinhos
    ~~~~

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  12. Os fenómenos atmosféricos podem ser catastróficos ou dignos de serem apreciados.
    Belo poema e bela captação de imagens.
    Bom fim de semana.
    Abraço de amizade.
    Juvenal Nunes

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  13. Olá, amiga Ana, gostei imenso de ler esse magnífico poema,
    poema para mais de uma leitura.
    Um bom final de semana,
    abraço, amiga.

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  14. Olá, Ana, belíssimo poema, a nuvem é assustadora,
    mas a foto abaixo é belíssima!!
    Fiquei algum tempo olhando, uma obra de arte da natureza!
    Uma feliz semana, com muita paz.
    Beijos.

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  15. Um poema que me agradou imenso e uma imagem maravilhosa. A Natureza é muito inspiradora.
    Tudo de bom, minha Amiga Ana.
    Um beijo.

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  16. Num país que se estreita há que ver claro o que nos cerca.
    Este soneto é uma delícia, excelente.
    Boa semana minha amiga.
    Um beijo.

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