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sábado, 24 de fevereiro de 2018
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Entre São Mamede e a Serra de Ossa
| Bahnhofstrasse, Zurique |
Desço absorta a Bahnhofstrasse. Aqui e ali, o preço de alguns artigos expostos nas montras, leva-me a esfregar os olhos íntimos de espanto. Tudo vale no seu contexto, porém todo o referencial se torna apenas simbólico. Grupos de turistas fotografam, inúmeros trazem no semblante a sua Ásia distante. A Lena já não caminha a meu lado. Executivos e lojistas têm um ar selecto e cuidado.
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| Serra de S. Mamede, Vitorina Mourato |
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| Serra de Ossa, Moisés C. Rosado |
Ana
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Flor inaudita
| Alentejo, José Alves |
Caminho pela charneca. Botas grossas habituadas à distância. Assim endureço o corpo e alimento a voragem do frio Inverno. Sob os meus passos quebra-se o último gelo da madrugada. Pisar as gélidas manhãs é a arte de saber que o brilho solar aquecerá o dia. Certeza de um calor prometido aos que inspiram o limpo ar da planície. Amo esta distância entre a hipocrisia palaciana e a imensa planura deserta.
| Alentejo, José Alves |
É nesse pasmo renovado que amanheço e me reinvento. Assombroso Anteu que sempre me renovas! Prece infinda à Natureza escrava. Enfrentemos cada dia olhando essa pequena flor extemporânea e inaudita! Flor espantosa, cujo fascínio, sinal da maravilha, traz a promessa de um Dia melhor.
| Alentejo, José Alves |
Ana
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sábado, 27 de abril de 2013
sábado, 19 de janeiro de 2013
sábado, 2 de junho de 2012
Fluir do tempo
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| Serra de Marvão, Rua.Direita.com |
Afloram rochas de um tempo remoto e cerejeiras inesperadas espreitam das quintas anichadas em curvas repentinas. É um território inóspito por onde se espraia a solidão. No alto, a vila é uma ravina muralhada contra invasores de antanho.
O calor intenso não aquece, queima. Talvez a trovoada rasgue, de surpresa, o horizonte. Então, o meu medo será manifesto. Até lá, contida, falarei calmamente das aves e dos sonhos, do cheiro forte do arvoredo e daquelas casinhas com escadas embutidas no rochedo vivo.
Uma fina angústia esconde-se nos confins deste país perdido, parado na mudança sucessiva. Para onde rumaram os que por aqui caçavam, os que vieram dos areais do sul e lutaram por este chão? Para onde rumaram os pastores e os corpos enérgicos dos juncavam de searas este chão?
Quem te disse que a minha terra alentejana era um horizonte raso com uma árvore sozinha a feri-lo?
Aqui, a violência da solidão cristalizou-se na pedra e a vida agónica não se instala no Além. Esta mestiçagem de sangues tornou-nos descrentes e lúcidos como o destino mortal dos homens. A ruína do tempo instala-se, inglória, como um entardecer sem Primavera.
Ana
terça-feira, 29 de maio de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Por Évora...
| Évora - 2012 |
«Vagueei longo tempo através das ruas, facetadas de branco, pelo puro gosto de me sentir sozinho, sem ideias, anulado de silêncio. Uma cidade fantástica erguia-se imaginada, numa geometria árida de superfícies lisas, com faixas de sombra e luz estiradas dos candeeiros às esquinas, com filas de janelas altas e cerradas, túneis de arcarias desertas, flechas de torres, de chaminés à altura dos astros, ângulos negros de ruas - imóvel espectro de uma civilização perdida...»
Vergílio FERREIRA, Aparição
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quinta-feira, 19 de maio de 2011
Dedos de vento
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| meteopt.com |
Aqueles que eu amo
têm dedos de vento
que penteiam este sol
escondido ao Sul
em nuvem petrificada
na trovoada...
Aqueles que eu amo
têm dedos de vento
que sem lamento
agarram o Nada.
Ana
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Geografias
Veio o sol e, serenamente, partimos.
Aquecidos e reconfortados mergulhámos no Alentejo verde. A paleta vai-se tingido aqui e acolá de mantos brancos e amarelos. Na terra dura e não lavrada, manchas de ervas vermelhas e rasas simulam campos tingidos pelo sangue secular de batalhas idas, nos milénios, nos séculos...
Vamos em círculo.
Mora...Brotas...Ciborro...Montemor-o Novo...Arraiolos....Vimieiro...Pavia....Avis...
Mora...Brotas...Ciborro...Montemor-o Novo...Arraiolos....Vimieiro...Pavia....Avis...
O neo-realismo de Namora já não junta o Trigo e o Joio.
Os castelos e os menires, circulares, recortam a paisagem iluminada.
| CM de Arraiolos |
Velhos ao sol, gatos estendidos, rectas intermináveis...e, todavia, desenhamos um círculo no macadame-espelho que se reflecte em miragem. Cruzamos a História. Só sinais rugosos na paisagem nos dizem o que foi dito. Debalde se desbotaram as verdades e se atenuaram os mistérios.
Em Pavia as recordações gritam, ainda, sincretismos mal esfumados.
| CM de Mora |
O rio Tera corre sereno e já não inspira a Paciência Constante*, de Manuel Quintano de Vasconcelos, na sua viagem até ao Raia, que depois se faz Sorraia, quando abraça o Sor, e juntos mergulham no Tejo até Lisboa numa viagem pastoril que se fez urbana, num século talvez dezassete e desaguou no Rossio em noites negras de Autos de Fé.
Ana
* novela pastoril do século XVII
http://www.leitura.gulbenkian.pt/boletim_cultural/files/HALP_30.pdf
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quarta-feira, 23 de junho de 2010
Com o Sol pelas costas
fonte: EB1 - Nisa
Corro com o sol pelas costas. Um pacote de exames no banco traseiro leva-me aos medos da infância. Tesouro inviolável e anónimo. Vidas que esperam. O sol espraia-se num mar de miragens e a estrada liquefeita brilha na paisagem.
Ondas de pastagens douradas iludem os incautos. A estrada corre veloz. Viajo num casulo frio, feito nave, que paira sobre o dourado e árvores correm solidárias ao meu lado. Sinto solidão. Esta bolha fria envolve-me, condicionada, e sei que as árvores dançam atordoadas pelo calor intenso do meio dia perfumado pelo cheiro, doce, das estevas.
No banco traseiro, Pessoa e Lobo Antunes acompanham Fernão Lopes, num diálogo estranho de séculos. Teste do que somos.

Portal alentejano
Branco disperso acende-se de luz vibrante e eu sei do aconchego sombrio e fresco desses lares ascetas. Cheiros íntimos do pão, química serena do trabalhar do leite que se transforma...cardo, destes campos amadurecidos, que fermenta e coalha. Vida simples que sei como viver sem a ter e que, neste frio asséptico em que viajo, sonho num lugar de ouro sobre a planície.
Casario brilhante que sorri quando passo, acolhedor e sereno na sua severidade pura.
Casario brilhante que sorri quando passo, acolhedor e sereno na sua severidade pura.

visitPortugal
Voltarei com o sol a incendiar a paisagem. Ocaso de longos dias. Trabalho infindável na dureza extensa e vária de tarefas desiguais. Porém, sou livre nestes lugares que me aprisionam e me silenciam.
Angústia perene de humanidade, ciclos da terra ancestral, árida e quente.
No banco de trás, «Ela canta pobre ceifeira» ganhou há muito à «Praia das Maçãs» húmida e fria da infância de Lobo Antunes e o teste não será nunca a burocracia que inventaste para que o corrija gelada e imparcial sob este calor tórrido da minha terra transtagana.
Examinar-te-ei com a humanidade humilde deste sol que me abrasa, porque a vastidão, há muito, me reduziu à minha dimensão e me ensinou o rigor inflexível dos dias incendiados.
Angústia perene de humanidade, ciclos da terra ancestral, árida e quente.
No banco de trás, «Ela canta pobre ceifeira» ganhou há muito à «Praia das Maçãs» húmida e fria da infância de Lobo Antunes e o teste não será nunca a burocracia que inventaste para que o corrija gelada e imparcial sob este calor tórrido da minha terra transtagana.
Examinar-te-ei com a humanidade humilde deste sol que me abrasa, porque a vastidão, há muito, me reduziu à minha dimensão e me ensinou o rigor inflexível dos dias incendiados.
domingo, 9 de maio de 2010
TURBULÊNCIA
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
«A vila de onde se vêem os pássaros pelas costas»

MARVÃO

Marvão
Marvão, Alentejo
«A vila de onde se vêem os pássaros pelas costas»
XXVI FESTA DO CASTANHEIRO – FEIRA DA CASTANHA
14 E 15 DE NOVEMBRO DE 2009
A mais nobre e popular de todas as festas de Marvão está de volta a 14 e 15 de Novembro. Centenas de artistas de animação nas ruas; quatro magustos colocados em sítios estratégicos da vila com excelente castanha assada e vinho da região; mais de 80 postos de artesanato do mais autêntico e português, área de enchidos e queijos; Concurso de Doçaria com castanha na Casa da Cultura; área de compotas, licores, doces caseiros e a tenda dos produtores locais, são motivos mais que suficientes para que não falte a esta chamada irresistível.
Para mais informações contacte o Posto de Turismo de Marvão através do 245.90.91.31 ou do e-mail: turismo@cm-marvao.pt
terça-feira, 10 de novembro de 2009
As viagens são um regresso...
Publico, hoje, para os meus amigos, um «post» de Fernando Campanella. Aqui vos deixo a prova viva de que a lusofonia traz num fio da memória a Língua que somos e nos dá um rosto trazido de algures...lá onde nasceram os mitos. Bacia serena de algum mar interno, por onde andámos, velhos persas sem rumo, gregos por ruas de Alexandria quando a cidade vivia um apogeu antigo e rumávamos a Rodes, sabendo que Ítaca estava distante.
Que rumor é este que trazemos na nossa Língua?
nanologica.net
Alentejo
Eu, que não vivi o Alentejo,
que não voei com as cegonhas
sobre suas albufeiras ao entardecer
( nem em suas quintas pernoitei)
e que não cantei odes
à glória de um D.Manuel e suas esquadras
( nem o Tejo naveguei)
que às suas capelas
não me desfiz dos ossos,
não me embriaguei do néctar de seus deuses
nem de sua flor mais bela
em Évora me enamorei,
eu, disso tudo,
por descompasso dos astros,
me privei.
Mas, oh, fado lusitano,
oh, alma dolente e migrante,
tua nostalgia,teu estar nunca estando,
esta sede por outros mundos
eu herdei
Fernando Campanella

MARES NUNCA D' OUTREM NAVEGADOS
Escrever sobre o Alentejo sem nunca ter estado em Portugal? Seria como falar do outono de New England sem ter visto in loco as tonalidades de suas folhas nessa específica estação do ano. Ou como falar dos ursos que em nosso inverno jamais vieram hibernar.
E no entanto falamos. E como poetas, cantamos, em nosso ritmo próprio, tanto as paisagens que nos são peculiares, tão nossas, como as que são de outros. Cantamos nossas montanhas, se as temos, nossas planícies, se as desbravamos, nossa gente com quem convivemos. Mas também descrevemos longos desertos que nunca percorremos, divagamos sobre galáxias que jamais viremos a conhecer: os tais 'mares' nunca d'antes, nunca d'outrem navegados.
"Para conhecer o mundo/ Não é necessário viajar pelo mundo..."*, dizia Lao Tsé. Com esses versos, o velho, lendário, mestre nos leva a refletir sobre o verdadeiro conhecimento, tão difícil como necessário, do eu mais profundo, com seus mitos.
Especialmente quando escrevemos sobre o nosso e os outros mundos, é o espaço mítico que adentramos, a nossa realidade interna, apossando-nos da geografia própria, ou alheia, apenas para transformá-la em símbolos, em matéria de sonho.
Konstantinos Kaváfis em seu poema 'Ítaca' empreende uma viagem a essa ilha grega, porém é um périplo interior, um retorno ao alumbramento dos sonhos que lhe povoam a alma. Não é a Ítaca física, de sua época, com suas vinhas, seu turismo pouco desenvolvido, a que visita, mas a terra de Odisseu, o território mítico:
“...Se te parece pobre, Ítaca não te iludiu.
Agora tão sábio, tão plenamente vivido,
Bem compreenderás o sentido das Ítacas.”
(Ítaca, Konstantinos Kaváfis, trad. de Haroldo de Campos)
Escrevo sobre o Alentejo, pois, sem nunca ter estado em Portugal. Pelo converso, um alentejano poderia escrever sobre Minas sem minha região ter visitado. Eu o entenderia: o imaginário não se limita ao tempo-espaço, tem a sua característica dinâmica por onde tramita todo o universo.
A Pasárgada do Bandeira, a Bizâncio de Yeats... O mito é recorrente, eterno, ultrapassa o humano. Caminha com as próprias, teimosas, pernas, é de todos, e ainda não se fixa, não é prerrogativa de Ítaca, do Alentejo, de Minas, em particular, de ninguém.
Fernando Campanella
Obrigada, Fernando!
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Alentejo
domingo, 4 de outubro de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
segunda-feira, 23 de março de 2009
Alma Alentejana - II
Zé
A gateira na porta do celeiro
E ao monte a volta do moleiro!
O pastor de falas curtas
E as bagas negras das murtas.
*
As migas na sertã, os homens duros,
Os campos sem água, os sonhos puros.
As tardes mornas, o regato seco no verão
E no meu espírito a imagem do suão!
*
Levo o Alentejo comigo,
Quero reparti-lo contigo!
As belezas do seu sol-pôr,
A sua charneca em flor...
*
Levo-o nos meus passos largos
Que vencem a planície sem embargos.
Levo a sua extensão no meu olhar
E o seu calor para te amar.
Quero reparti-lo contigo!
As belezas do seu sol-pôr,
A sua charneca em flor...
*
Levo-o nos meus passos largos
Que vencem a planície sem embargos.
Levo a sua extensão no meu olhar
E o seu calor para te amar.
A sinceridade deste mundo agreste,
Os seus ideais e a força campestre.
Na voz levo a sua lassidão...
O seu temperamento uno na paixão
*
É alentejana a minha alma.
O meu ser revoltoso, a sua calma...
Sou simples, sou assim,
Levo o Alentejo em mim.
Ana
Os seus ideais e a força campestre.
Na voz levo a sua lassidão...
O seu temperamento uno na paixão
*
É alentejana a minha alma.
O meu ser revoltoso, a sua calma...
Sou simples, sou assim,
Levo o Alentejo em mim.
Ana
domingo, 22 de março de 2009
Alma Alentejana - I

Edgar Pereira
Faça o que fizer, nestes dias de Primavera, a terra clama. É um apelo ancestral, vindo da infância, dos tempos em que corria pela planície e os seus odores enchiam de sonhos o porvir.
O Alentejo entrega o Homem a si mesmo, num especular sentido iniciático e primordial. Tanto pode provocar um terror primitivo, naqueles dias de trovoada feroz, como encher-nos de uma tranquilidade nativa e irracional ... varar a planície, na velha bicicleta, é um retorno sem limites!
Ah...as coisas simples!
O Alentejo entrega o Homem a si mesmo, num especular sentido iniciático e primordial. Tanto pode provocar um terror primitivo, naqueles dias de trovoada feroz, como encher-nos de uma tranquilidade nativa e irracional ... varar a planície, na velha bicicleta, é um retorno sem limites!
Ah...as coisas simples!

Kris Versew
Trago no olhar
Searas por mondar.
Campos de trigo
Vivem comigo...
*
Entre o montado,
O trigo ceifado
E a charneca florida
Nasceu minha vida!
*
Meu olhar apaixonado
Traz o monte caiado,
De casas branquinhas
E do gaspacho às tardinhas.
*
A minha aldeia,
A antiga candeia,
A lareira crepitando,
Os compadres falando...
*
Nos sulcos de arado,
No campo margeado
Deixei minhas penas,
Mas trago poemas...
*
Vi o contrabandista,
A voz do fadista,
O folclore rouco, profundo...
Eu trago o meu mundo.
Searas por mondar.
Campos de trigo
Vivem comigo...
*
Entre o montado,
O trigo ceifado
E a charneca florida
Nasceu minha vida!
*
Meu olhar apaixonado
Traz o monte caiado,
De casas branquinhas
E do gaspacho às tardinhas.
*
A minha aldeia,
A antiga candeia,
A lareira crepitando,
Os compadres falando...
*
Nos sulcos de arado,
No campo margeado
Deixei minhas penas,
Mas trago poemas...
*
Vi o contrabandista,
A voz do fadista,
O folclore rouco, profundo...
Eu trago o meu mundo.
As raparigas trigueiras,
O bailarico, as bebedeiras
- A miséria deste povo -
A açorda, o poejo e o ovo!
*
As bolotas assadas ao serão,
As anedotas até ao último tição!
As lendas de mouras encantadas,
O meu medo das trovoadas...
*
A água no coxo de cortiça,
A sesta à hora da preguiça...
O maltês e o dia do folar,
Trago o meu povo, o seu cantar.
*
As raposas assustadas,
As cachopas enamoradas.
Os gaiatos, a brincadeira,
Os homens, as mulheres e a canseira.
*
Nos meus olhos o verde escuro
E o sonho de trigo maduro.
A recordação do descampado
E do sobreiro sangrando desboiado!
/.../
Ana
O bailarico, as bebedeiras
- A miséria deste povo -
A açorda, o poejo e o ovo!
*
As bolotas assadas ao serão,
As anedotas até ao último tição!
As lendas de mouras encantadas,
O meu medo das trovoadas...
*
A água no coxo de cortiça,
A sesta à hora da preguiça...
O maltês e o dia do folar,
Trago o meu povo, o seu cantar.
*
As raposas assustadas,
As cachopas enamoradas.
Os gaiatos, a brincadeira,
Os homens, as mulheres e a canseira.
*
Nos meus olhos o verde escuro
E o sonho de trigo maduro.
A recordação do descampado
E do sobreiro sangrando desboiado!
/.../
Ana
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