quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
domingo, 15 de dezembro de 2013
Seria
![]() |
| Ernest Descals |
Era a Viagem!
Condicional...
Imperativo do teu ser
Ideal...
Amando o abismo
Na viragem...
De um incondicional
Renascer!
A paragem.
Equação postulada
Inexistente...
Que procuras resolver
Semi-demente!
Mulher!
Mas...
Adversativa fugaz,
Imperativa clara
Como um súbito alvorecer!
Ana
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Projecto
![]() | |||
| José A. Traub Bauer, pintor chileno |
Faz vento
E eu sei...
O teu segredo!
A profusão de ideias,
O vegetar profundo
Dos teus lamentos,
Adolescente...
Faz vento
E tu não sabes
A voz do sonho
E os dedos largos
Na confusão da brisa,
A tua viagem
Inconcebida, vaga...
Tu eras
Infinitas ânsias
A germinar!
Tu ias...
No teu sonho
Marginal...
Quando me olhas
Tens uma sede
Que não satisfaço.
Quando sonhas
E receias...
Vagueias suavemente
À procura de um fantasma.
Quando agrides
Com palavras...
No receio das ideias
Tu inventas o desejo.
E se te vejo e sorrio
Ficas à beira do abismo!
Sou a tua vertigem
Se me aproximo
E não digo...
Naquele tom monótono e vário:
«Escrevam o sumário».
Ana
sábado, 7 de dezembro de 2013
Íntima
![]() |
| Leonid Afremov |
Não mais o revoltoso incongruente
Dos meus etéreos primeiros anos;
Não mais a ilusão intermitente
Avassalando os ilusórios desenganos!
Fui criança buscando a vida e nada mais.
Sozinha li e aprendi a teimosia silenciosa.
Não sei donde jorrou, agora, impetuosa
Esta triste torrente de tinta em caudais...
Tempestade, serena, eu te sublimarei!
Após ti, o sol iluminará, calmo, a alma.
Silenciosa, só, até à luz caminharei...
Buscando, vacilando, lutando até à calma!
Ascese, diria, talvez, se soubesse cumprir!
Direi, apenas, mulher humana - amor...
Peito aberto, temes mostrar, tentas fingir
Só porque amas, amas, com todo o fragor?
Estranhas em ti essa verdade sublime,
Esse Amor sem limites nem barreiras?
Esqueces-te que, afinal, a dor redime
E que o Amor é luz sem fronteiras!
Ana
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Anjo e demónio
![]() |
| Alyssa Monke, óleo sobre tela, 2009 |
Quem és tu anjo e demónio,
Mulher e criança de um dia presente?
Porque lês silenciosa o Deuteronómio
Procurando um Deus omnipresente?
Mulher - virgem em fantasiosos devaneios;
Parturiente de uma vida por conceber...
Tu! Mãe de filhos ainda por nascer,
Peito carregado de nobres anseios!
Mulher ou menina, sensível e indiferente,
Que procuras dar e sonhas receber,
Vivendo num mundo igual que vês diferente.
Tu! Que queres amar e receias sofrer!
Embrião crescido numa incógnita verdade,
À procura de uma justiça inconcebida...
Rebelde e conservadora de uma mesma sociedade;
Humilhada em passo de subida...
Quem és, ser estranho, que vives em mim
E amas até aos limites da tua dor,
Fiel aos outros e traindo-te assim,
Nessa concepção profunda e egoísta do amor?
Tu! Sublime e injusta num tempo e num lugar,
Segura e indefesa de uma mesma condição,
Generosa e exigente num mesmo caminhar;
Paradoxo vivo de uma igual contradição!
Ana
30 de Novembro de 1978
Procurando um Deus omnipresente?
Mulher - virgem em fantasiosos devaneios;
Parturiente de uma vida por conceber...
Tu! Mãe de filhos ainda por nascer,
Peito carregado de nobres anseios!
Mulher ou menina, sensível e indiferente,
Que procuras dar e sonhas receber,
Vivendo num mundo igual que vês diferente.
Tu! Que queres amar e receias sofrer!
Embrião crescido numa incógnita verdade,
À procura de uma justiça inconcebida...
Rebelde e conservadora de uma mesma sociedade;
Humilhada em passo de subida...
Quem és, ser estranho, que vives em mim
E amas até aos limites da tua dor,
Fiel aos outros e traindo-te assim,
Nessa concepção profunda e egoísta do amor?
Tu! Sublime e injusta num tempo e num lugar,
Segura e indefesa de uma mesma condição,
Generosa e exigente num mesmo caminhar;
Paradoxo vivo de uma igual contradição!
Ana
30 de Novembro de 1978
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