Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Metáforas improváveis...

Mont Blanc, Alpes -  José Alves

Monte Branco, offshores e arredores....


Chamonix, França - José Alves


«A cada dia a sua miséria» (provérbio judeu)


As 'offshores' da operação Monte Branco  (EXPRESSO)


terça-feira, 22 de julho de 2014

Ancorados

Grécia, José Alves

Há dias...
Em que o Mediterrâneo se deita
Quieto nas madrugadas 
E uma luz rarefeita 
Aquieta lágrimas
Nuas e esgotadas
Pelas pedras de antanho
Nas calçadas.

E vogam marés de silêncio
No vago rumor deste vento

Ana




quarta-feira, 16 de julho de 2014

Dias em brasa



Johann Georg Trautmann (1713–1769)



E depois
Há dias em brasa
Sobre os quais
Caminhamos
Ainda

E depois
Há esta luz intensa
Infinda
Ofuscante
Plena de sóis
Repleta de cais

E navegamos
A lonjura imensa
Alongando a asa
Frágil quadrante
No dia que finda
Em brasa

Ainda

Ana

sábado, 12 de julho de 2014

Exames

Alto Alentejo, José Alves
Duros dias, longos dias, vários dias, dias e dias...quase sem noites.


sexta-feira, 4 de julho de 2014

Piedade Sol

para a Ana T.
guardo palavras que escrevo sem ecos,
apenas no murmúrio do canto das gaivotas ,
e dos azuis (sempre)!
                                                                                                                   Piedade Sol



Em longos dias de escravidão infinda, longe do mar e cerca de muitas marés, o peito guarda angústias, mas o rosto sorri e espelha esse azul do céu que cobre a minha planura. 
Sabemos que outros, como nós, cravam o olhar na existência. 
Alguns tecem-se de palavras cristalinas, contidas e pautadas pelos silêncios necessários à música da existência. Outros clamam, resistem e lutam com palavras limpas atrás dos muros hodiernos. Também os há de libidos exasperadas pela solidão com que nunca sonharam e todavia habitam. 

Nós levaremos, com o óbulo, essa passagem para as ilhas. Ali, escutaremos, ainda, o rumor constante das ondas da memória, a música infinita das esferas. E, nesse dia, teremos a certeza de termos sido habitantes do momento, mistura fraterna de humanidade, poeira luminosa na imensidão cósmica.


O teu nome reúne palavras perenes de humano e a tua visão é irmã da beleza. Obrigada por teres afagado a minha vida nestes dias longos como o Verão do meu lugar. Obrigada por existires e seres irmã da minha humanidade e me trazeres, hoje, essa prova da persistência humana que nos irmana e habita.


Serei sempre servidora dessa religião humana: Amizade!

Obrigada, Piedade Sol - http://olharemtonsdeflash.blogspot.pt/.