Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

As Obras e os Dias

Sísifo, de Tiziano1549

Hesíodo por certo não conheceu a minha vida, mas nas eras outras eras são e no tecer eterno desta viagem incompleta o peso verga-me ainda os ombros. Não penses que desisto. Eu nunca desisto. É esta a natureza daqueles que tu cantas. Todavia, são curtos os dias para os trabalhos que os deuses nos prometem. 
Éfira fica longe e Zeus mandou-me enviados difíceis. Que Tanatos se afaste, se perca nos mares e desça ao mundo a que pertence. Que se aquietem os tempos e a montanha se aplaine, pois o meu ser vagueia na planície e o absurdo não se esconde por aqui.

Ana




segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Que importa o Calendário?

Wikimédia

É na fragilidade deste lugar que havemos de viver. Não sei se teremos vagos momentos de felicidade, mas o principio da incerteza acompanhará os nossos passos. Heisenberg equacionará, ainda, o correr dos dias...todavia, que importa? Estaremos aqui, realidade aparente, pequenos seres perenes de grandes sonhos. Recomeçaremos as vezes necessárias. Faremos voos rasantes até ao limite do horizonte.
O Amanhã é a Promessa.
Assim será, meus amigos.

Ana


domingo, 20 de dezembro de 2015

Paz

Neiva Passuello


Que a Paz desça sobre a Humanidade!


BOAS FESTAS.


sábado, 5 de dezembro de 2015

À flor da pele...

Público.pt

É um tempo que ruge
É a vida que urge...

E este silêncio que rói
E a imagem que dói!
Fuga na margem dos dias,
Lâmina nas manhãs frias.

É um medo que corrói...
É a tela suja que destrói!

Ana


terça-feira, 10 de novembro de 2015

JUSTITIA MATER

Vladimir Kush


Nas florestas solenes há o culto
Da eterna, íntima força primitiva:
Na serra, o grito audaz da alma cativa,
Do coração, em seu combate inulto:

No espaço constelado passa o vulto
Do inominado Alguém, que os sóis aviva:
No mar ouve-se a voz grave e aflitiva
Dum Deus que luta, poderoso e inculto.

Mas nas negras cidades, onde solta
Se ergue, de sangue mádida, a revolta,
Como incêndio que um vento bravo atiça,

Há mais alta missão, mais alta glória:
O combater, à grande luz da história,
Os combates eternos da Justiça!


Antero de Quental



 Nenhum homem é por natureza escravo.
Ζήνων ὁ Κιτιεύς
(Zenão de Cítio, séc. IV A.C.)