Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

sábado, 8 de setembro de 2018

Há Lugares

Rio Limmat, 2018 - José Alves


Há lugares onde os rios não correm para o mar.


Suíça, 2018 - José Alves


Há lugares onde os  sonhos ancoraram e a diversidade se instalou.



Zurique, 2018 - José Alves


Há lugares a que retornamos quando o Amor nos impele.


Rio Limmat, 2018 - José Alves


Há lugares de um brilho que a chuva de Agosto não pode ofuscar.


Suíça, José Alves - 2018


Há lugares de um degelo tão puro que a vida principia.


Suíça, 2018 - José Alves


Há lugares de minúcia que nos beijam e acolhem.


Lago Zurique, 2018 - José Alves



Há lugares onde o fruto do nosso Amor se instalou.



sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Rumos

José Alves, 2018


Só fui onde o coração me levou...


José Aves, 2018



...e voltei.






sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Franco, o galego

Caminha, José Alves - 2018

Caminha...assim, suspensa nos dias da nossa memória. A luz irreal de uma manhã tão quente quanto a nossa paixão. 



Foz do rio Minho, José Alves - 2018

Luminosa e atenta claridade descendo até à foz. Santa Tecla contemplando o português que se agita e curva sobre o barco frágil...


Foz do rio Minho, José Alves - 2018

Já não se houve o som dos tiros. Mostraste-me, por vezes, as paredes fronteiriças de Guarda, a galega vila defronte, com as marcas das rajadas de execução. Lembravam-se, ainda, desse grito assassino sob comando de Franco, o galego. 

Resultado de imagem para crianças saudam tumulo de franco rivera


Ainda se erguem as vozes do Caudillo e, perante o seu túmulo, às crianças se ensina a tenebrosa saudação. 

Resultado de imagem para túmulo de franco
Vale dos Caídos, RTP


E ainda há quem me questione se considero relevante a obra de Saramago que, agora, lecciono ao 12.º ano - O Ano da Morte de Ricardo Reis! Esse fatídico 1936... Desculpem lá, colegas! Somos professores.  O que queremos, nós, ensinar às nossas crianças?


Ana


quinta-feira, 16 de agosto de 2018

A Neo-Penélope

Figueira da Foz, 2018 - José Alves


Foi aqui que em 2015 - e de luto recente pelo meu pai - li a notícia da morte de Ana Hatherly. Chegara ao planeta a 8/5 e partia a 5/8...posso até imaginar algumas correspondências pitagóricas que faria a propósito destas datas. Leio um livro que comprei na feira vizinha e cujo título é, curiosamente, Grécia Mágica - o fogo secreto dos gregos - obra ligeira e especulativa, mas ainda assim, interessante e adequada à ligeireza destes dias.
Subitamente, a D. envia uma mensagem. Investiga o espólio da Autora e...lá está uma das minhas cartas. Mestra e amiga, Ana Hatherly guardou-a. Sinto uma nostalgia que o dia não dissipa. Também eu recebi cartas que guardo... Afinal, o segundo «post» deste blogue foi-lhe dedicado ( De Cuba a Bassorá). Eu conheci a professora e vislumbrei a pessoa por detrás do olhar límpido e azul. Soube, de viva voz, alguns dos seus dramas íntimos - perdas irreparáveis. Conheci-lhe aquela vaidade de quem tem consciência de estar acima do provincianismo bacoco. Soube-a resistente,multifacetada e inconformada.


Com um lápis na mão

Ontem 
Estive pensando em ti
Com um lápis na mão.

Era um desafio
Uma maneira de enfrentar uma crise
Mas era um filtro

Queria escrever-te
Escrever-te veladamente
Escondendo o meu tormento
Atrás de um tecido sedoso de palavras.

Mas não consegui.
O lápis permaneceu imóvel.
Dentro de mim
Só se ouvia uma voz que dizia:
Cala-te! Cala-te!

Ana Hatherly, in Neo-Penélope, p.18








quinta-feira, 9 de agosto de 2018

A Vida...

Rafal Olbinski,
"Calendar of Yesterday's Wishes"


Frágil voa para Sul,
Inquieta e ágil...
A Vida, neblina azul.
E o Homem fremente,
Paixão e Razão...
Declina e definha 
A Vida frágil, inquieta,
Precária a Sul...

Ana