Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

quarta-feira, 13 de junho de 2018

« A poesia não é feita de palavras, mas da cólera de não sermos deuses.» (A. Bessa Luís)


in, Chão da Areia



«Sou filho de camponeses, passei a infância numa daquelas aldeias da Beira Baixa que prolongam o Alentejo e, desde pequeno, de abundante só conheci o sol e a água. Nesse tempo, que só não foi de pobreza por estar cheio do amor vigilante e sem fadiga de minha mãe, aprendi que poucas coisas há absolutamente necessárias. São essas coisas que os meus versos amam e exaltam. A terra e a água, a luz e o vento consubstanciaram-se para dar corpo a todo o amor de que a minha poesia é capaz. As minhas raízes mergulham desde a infância no mundo mais elementar. Guardo desse tempo o gosto por uma arquitectura extremamente clara e despida, que os meus poemas tanto se têm empenhado em reflectir; o amor pela brancura da cal, a que se mistura invariavelmente, no meu espírito, o canto duro das cigarras; uma preferência pela linguagem falada, quase reduzida às palavras nuas e limpas de um cerimonial arcaico - o da comunicação das necessidades primeiras do corpo e da alma. Dessa infância trouxe também o desprezo pelo luxo, que nas suas múltiplas formas é sempre uma degradação; a plenitude dos instantes em que o ser mergulha inteiro nas suas águas, talvez porque então o mundo não estivesse dividido, a luz cindia (dividida), o bem e o mal compartimentados; e, ainda, uma repugnância por todos os dualismos, tão do gosto da cultura ocidental, sobretudo por aqueles que conduzem à mineralização do desejo num coração de homem. A pureza, de que tanto se tem falado a propósito da minha poesia, é simplesmente paixão, paixão pelas coisas da terra, na sua forma mais ardente e ainda não consumada.»

                                                                                                Eugénio de Andrade





As palavras

São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.

Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?

                   Eugénio de Andrade

Jornal do Fundão



Mais um ano lectivo chega ao seu final. Turbulento. O meu labor é o da palavra. Como Eugénio, acredito nessa pureza inicial da Língua. Mesmo quando, em anos passados, o meu trabalho aconteceu em gabinete - coisa que abomino, mas a que não pude fugir algumas vezes - o poema acima servia de base, na secretária, ao meu trabalho diário. Era um lema, pautava cada dia. É o meu poema. Aliás, Eugénio é a minha alma. Mansa e apaixonada. Calema, diria a minha amiga Isabel. E...tantos são os Poetas que cruzam o meu caminho, a minha vida! A todos amo, mas este é singular pela emoção estética que me desencadeia. A sua fímbria de uma simplicidade sem par, a sua musicalidade única...apaixona-me. 
Sei bem que o dia é rico em efemérides, (até nasceu F. Pessoa), mas recordo bem o dia em que me senti tão triste, pois o vate não iria escrever outro poema. Quando entrei na aula de Literatura Portuguesa, os meus alunos disseram em coro: «Professora, morreu o seu Eugénio». E, eu, sempre contida, sorri mas quase chorei.

Ana








domingo, 10 de junho de 2018

Dançante

 Rafal Olbinski, DISAPPEARANCE OF THE WELL INTENTIONED MOTIVE


Sussura sibilante
Uma brisa fria...
Ignora, porventura,
Ciciando o secreto
Segredo ondulante,
A recta via da lonjura.



Ana




10 de Junho



Portuguese American Journal



As Amoras

O meu país sabe as amoras bravas
no verão.      
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.
    
                   Eugénio de Andrade, O Outro Nome da Terra



terça-feira, 29 de maio de 2018

Cruzo a planura

Alto Alentejo, 2018




Cruzo  a planura. Dispersas, as vidas, alcantilam-se nos ermos. Ondulam, rubras as frágeis papoilas. O tempo, que me foge, corre e encurta o que resta do caminho. Parece-me que estamos de regresso...como nas antigas casas dispersas, deste meu mundo, só a telefonia - sim, chamemos-lhe assim - me traz os ecos de um mundo que fervilha. Sei que, não longe, se atropelam nas ruas ignotos seres que se ignoram uns aos outros. Aqui, vou saudando os desconhecidos que cruzo na distância e a resposta é efusiva. É bom estar aqui, mesmo quando a consciência do mundo nos atropela.

(Trabalho excessivamente...já se sabe.)





Ana

quinta-feira, 24 de maio de 2018

O Lugar da Memória



Júlio Pomar

        Olhar e sentir
por dentro do corpo a massa de que é feito o avesso dele.
Ossos músculos nervos veias
tudo o que está no corpo e mundo é
a pintura contém e depõe na tela e
se acaso aí o pintor deixou reservas
nesse sem nada o avesso do mundo se
recolhe e mostra a face.

Júlio POMAR, TRATAdoDITOeFEITO









Se Penso, Existo

Se penso, existo; se falo, existo para os outros, com os outros. 

A necessidade é o lugar do encontro. Procuro os outros para me lembrar que existo. E existo, porque os outros me reconhecem como seu igual. Por isso, a minha vida é parte de outras vidas, como um sorriso é parte de uma alegria breve. 

Breve é a vida e o seu rasto. A posteridade é apenas a memória acesa de uma vela efémera. Para que a memória não se apague, temos que nos dar uns aos outros, como elos de uma corrente ou pedras de uma catedral. 

A necessidade de sobrevivência é o pão da fraternidade. 
O futuro é uma construção colectiva. 

António ARNAUT, in As Noites Afluentes



domingo, 20 de maio de 2018

Reflexão do dia

José Alves -  Avis, 2018

Ao longe, o Sul assiste pasmado aos sucessos (acontecimentos) destes dias. 


segunda-feira, 7 de maio de 2018

Nos arredores

José Alves, Suíça, 2018


Serenas sossegam
quietas as águas
Carregam inquietas
antigas as mágoas

E o sonho do Homem
germina e acalenta
Arredores se percorrem
na névoa que enfrenta

Ao ritmo dos dias
o degelo alimenta
o flagelo distante
que a aragem lamenta


Ana


quarta-feira, 25 de abril de 2018

Visto de fora.

25 de Abril

Golpe e Revolução


                Eu não posso senão ser
               desta terra em que nasci.
               Embora ao mundo pertença
               e sempre a verdade vença,
               qual será ser livre aqui,
               não hei-de morrer sem saber.

               Trocaram tudo em maldade,
               é quase um crime viver.
               Mas, embora escondam tudo
               e me queiram cego e mudo,
               não hei-de morrer sem saber
               qual a cor da liberdade.

                                                                       Jorge de Sena 





25 de Abril


Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Andresen




sábado, 21 de abril de 2018

Metáforas

Odilon Redon



«Hão-de morrer estes velhos sem saberem que as palmeiras não são árvores, é incrível a que ponto pode chegar a ignorância dos homens, por outras palavras, incrível é dizermos que uma palmeira não é uma árvore e isso não ter nenhuma importância, assim como guarda-chuva e guarda-sol, o que conta é a protecção que dão
                     

                                      J. SARAMAGO, in O Ano da Morte de Ricardo Reis, Caminho, 1984




domingo, 8 de abril de 2018

Regressões

Jackson Pollock

Da beleza...







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Da Justiça...








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Da Paz...







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I.ª Guerra Mundial

Da Memória!






quinta-feira, 29 de março de 2018

O peso da água


Monforte, Alto Alentejo


Foram as águas
Alagaram o rumor quieto da planura
Foram as águas
Cresceram na pureza e na bravura
Foram as águas
Madre quieta na dureza e na alvura

Purificaram o coração dos homens
Lavaram o caos e levaram o terror
Foram as águas


Ana


quinta-feira, 22 de março de 2018

Poema para Sophia...






Anos volvidos, volto a ter Eugénio de Andrade perante os meus alunos. 
É tão bom ensinar aquilo que nos apaixona!





sábado, 17 de março de 2018

Indivíduos


Vladimir Kush, «Divine Geometry»

Chove.
O trabalho intenso afasta os mundos virtuais. Os dias absorvem a energia disponível. De perto, os ecos de guerras inundam os rios distantes e os mares próximos. Chove e ouço uma entrevista de Almhed Al-Tayed e olho o Sidur a que, às vezes, regresso...criaturas como eu são feitas de fragmentos.
Chove.
Soube que morreram amigos; a minha querida Janaína Amado chora o seu amor Luiz...crianças encurraladas são moeda de troca; a corrupção alastra; rios de superficialidade inundam os humanos... o caos parece instalar-se.
Chove.
Os dias correm exaustos e pequenos. 

Ana


sábado, 24 de fevereiro de 2018

Algares

Palácio do Cadaval


Algares
Chovem nos dias
Claros
Incólumes
Luz sem mácula

Extasias
Inverno ou inferno
Raros
Lugares
De incertas alegrias

Claros
Chovem dos dias
Secos
Azedumes
Na luz sem mácula

Alentejo
Sem chuva nos dias
Claros
Secos
De incerto arpejos

Ana






sábado, 17 de fevereiro de 2018

Regresso

Kunstmuseum em Zurique, Matteo Cozzi


Biografia


Sonho, mas não parece.
Nem quero que pareça.
É por dentro que eu gosto que aconteça
A minha vida.
Íntima, funda, como um sentimento
De que se tem pudor.
Vulcão de exterior tão apagado,
Que um pastor
Possa sobre ele apascentar o gado.
Mas os versos, depois,
Frutos do sonho e dessa mesma vida,
É quase à queima-roupa que os atiro
Contra a serenidade de quem passa.
Então, já não sou eu que testemunho
A graça
Da poesia:
É ela, prisioneira,
Que, vendo a porta da prisão aberta,
Como chispa que salta da fogueira,
Numa agressiva fúria se liberta.


                                                         Miguel Torga



Meus amigos, regresso com Torga. Obrigada, por toda a atenção e carinho. As peças começam a recolocar-se... Bom Domingo!

domingo, 21 de janeiro de 2018

Notas






Há na cidade um silêncio que ruge
O grito  ou estridência que rasga
Um lamento qualquer
Lassidão que embarga

Há na cidade um reflexo
Estilhaço violento ou solidão
E a urgência do grito que urge

Por isso corremos na planura
Levando o vento à ilharga
Perseguindo a eterna candura



Ana

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

«Vieram uns sábios...»


Giotto, Capela Arena, Pádua, séc.XIV



«Quando entraram em casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e inclinaram-se para o adorarem. Depois apresentaram o que traziam para lhe oferecer: ouro, incenso e mirra. Então Deus avisou-os por meio dum sonho, para não voltarem a encontrar-se com Herodes. E eles partiram para a sua terra, por outro caminho.» 
                                                                                                                    (Mateus 2:11-12)



É admirável como as narrativas se alteram ao sabor das circunstâncias. O Povo di-lo de modo simples: quem conta um conto, acrescenta um ponto. 
Vem isto a propósito daqueles sábios que terão vindo do Oriente até Jerusalém esclarecer uma velha profecia. Somente um excerto bíblico, esse que transcrevo, nos dá notícia de tal acontecimento. Não nos fala de gruta, não nos diz quantos eram, não lhes atribui nenhum nome e, muito menos uma raça humana. Eram sábios, não necessariamente Reis. 
Sim, conheço os escritos apócrifos. Sim, conheço as primeiras representações romanas existentes no Vaticano. Não, o culto a Mitra não deriva neste relato dos,ditos, três reis magos. 
Se representam o senso messiânico dos sábios, óptimo! 

Basta-nos olhar as primeiras pinturas e a iconografia católica e a ortodoxa, para percebermos que, inicialmente, as representações os mostravam em número variável e da mesma origem étnica. 


Leonardo da Vinci, Uffizi, Florença, séc. XV

E o que dizer do quadro inacabado do génio? Tentação de todos os interpretes...ou deste quadro de Sandro Botticelli, no qual a iconografia assume o rosto dos homens da família Médici? 



Sandro Botticelli, Uffizi, Florença, séc. XV


Hoje, a ideia de «vieram uns sábios» é objecto de plástico ou o que mais se possa vender/comprar.  Esta é a narrativa do nosso tempo: entre o folclore e o descartável. 

Ana




quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Aparências

 «O esperado», Ferdinand Georg Waldmüller

O aparente e o verdadeiro lutam para uma confusão constante. A sociedade ocidental formatou, há muito, o nosso olhar. Um universo de aparências povoa os dias e a autenticidade perde-se num mundo de máscaras hipócritas.  Até quando, alimentaremos teias de ignorância? Até quando, pactuaremos com o hedonismo irresponsável? 
O aparente e o verdadeiro confundem contextos e ideais. Banalidades fúteis e lutas necessárias pelo aperfeiçoamento pessoal e social rivalizam em ambientes improváveis. 
Exigências íntimas sabem que o verdadeiro nem sempre é o óbvio, tal como o nosso olhar não pode observar nenhum smarphone no quadro o «Esperado» do pintor escocês do século XIX - mesmo se, observando a menina, formos tentados a criar analogias.
Existem contextos, da nossa época, que crescem num hediondo e perigoso rumo de confusões. 
O anacronismo instala-se...também nas escolas.


Ana

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

2018 - Tantos são os calendários!

Fátima Marques, «O sentido do Tempo»


Calendário Gregoriano

O Calendário Gregoriano foi promulgado pelo Papa Gregório XIII, em fevereiro de 1582. O marco inicial é o nascimento de Jesus Cristo, no ano 0 a.C. O uso internacional deste calendário não tem motivações religiosas. Como a Europa era a maior exportadora de cultura na Idade Média, convencionou-se usar a marcação de dias estabelecida no Vaticano para facilitar o relacionamento entre as nações. É um calendário solar, ou seja, leva em consideração o ciclo solar. Como o ciclo solar tem 365 e 6 horas, estas horas que “sobram” são acumuladas por quatro anos até serem suficientes para acrescentar um dia num ano, o chamado ano bissexto, que tem 366 dias.

De acordo com o calendário Gregoriano, estamos no ano de 2018.

Calendário Juliano

O Calendário Juliano foi implementado pelo imperador romano Caio Júlio César, em 46 a.C. É basicamente o calendário romano, utilizado até então, com algumas alterações. O imperador pediu para que novo calendário fosse criado porque as festas em comemoração às flores, que deveria acontecer em março – primeiro mês do ano, à época –, contraditoriamente aconteciam no inverno. Assim, o astrônomo Sosígenes sugeriu que os meses Januarius e Februarius passassem a ser os primeiros do ano e que os meses Unodecembris e Decembris foram criados para encerrar o ano.

O calendário Juliano está sempre 13 dias atrás do Gregoriano e ainda é usado por alguns cristãos ortodoxos.

Calendário Chinês

O Calendário Chinês é lunissolar, ou seja, leva em consideração os ciclos do Sol e da Lua. É o mais antigo registo cronológico que se tem registo em toda a história, tendo começado nos primeiros anos de governo do imperador Huang Di, também chamado de Imperador Amarelo, que reinou na China entre 2697 a.C. a 2597 a.C. Além de contar o tempo em anos, o calendário também considera ciclos. Cada ciclo tem doze anos, que recebem os nomes dos animais do horóscopo chinês: Boi, Cão, Carneiro, Cavalo, Coelho, Dragão, Galo, Macaco, Porco, Rato, Serpente, Tigre.

Desde 28 de Janeiro de 2017, estamos no ano 4715 do calendário chinês, o ano do Galo

Calendário Judaico

O Calendário Judaico foi estabelecido pelos hebreus na época do Êxodo, aproximadamente no ano 1447 a.C. Também é lunissolar, já que leva em consideração o ciclo lunar e o ciclo solar, fazendo com que os anos se alternem entre doze e treze meses. É usado pelo povo de Israel há mais de três milénios para a determinação de datas festivas, aniversários, mortes e serviços religiosos.

Actualmente, está no ano 5778.

Calendário Islâmico

O Calendário Islâmico também é conhecido como calendário hegírico, por ter seu marco inicial na Hégira, a fuga do profeta Maomé da cidade de Meca para Medina, no ano de 622 d.C. É um calendário lunar, composto por doze meses de 29 ou 30 dias, formando um ano de 354 ou 355 dias. Os muçulmanos ortodoxos celebram datas religiosas e festivas, como mês do Ramadã ou o Ano Novo Islâmico, de acordo com este calendário.

O calendário islâmico está, actualmente, no ano 1439.

Calendário Juche

Este calendário é utilizado somente na Coreia do Norte, que segue a ideologia Juche, uma mistura de marxismo, leninismo e kimilsunismo (as ideias de Kim Il-sung, primeiro-comandante do país). Os meses, semanas e dias têm a mesma marcação do calendário Gregoriano. A contagem cronológica do Calendário Juche começou em 1912, ano do nascimento de Kim Il-Sung, cultuado quase como uma divindade no país. Os anos anteriores ao nascimento do ex-comandante são grafados com o número, precedido da expressão a.J.

Actualmente, o calendário Juche está no ano 107.

Calendário Etíope

A Etiópia é um país no extremo leste africano, localizado na região conhecida como Chifre Africano. A nação também tem um calendário próprio, que começa no dia 11 de setembro do Calendário Gregoriano. O Calendário Etíope é uma variação do Calendário Juliano e tem doze meses de 30 dias e um mês com apenas seis dias. Outra curiosidade é que a primeira hora do dia, de acordo com o horário etíope, é o nascer do sol.

O ano de 2018 do calendário Gregoriano corresponde ao ano 2010 do calendário Etíope.

Calendário Maia

O famoso e apocalíptico Calendário Maia divide-se em dois: o tzolk’in e o haab’. O tzolk’in era um calendário de 260 dias divididos em 20 meses, utilizado para marcar rituais e datas festivas ou religiosas. O calendário haab’ era utilizado no quotidiano maia, além de servir para marcar as estações para uso na agricultura. Era composto por dezoito meses de vinte dias e um período de cinco dias conhecido como Wayeb’, em que os maias acreditavam que os portais entre os mundos dos vivos e dos mortos se dissolviam e toda a sorte de coisas ruins poderia acontecer.

O haab’ ainda é utilizado por algumas sociedades maias modernas no interior da Guatemala.


(Via Nexo Jornal, 2016, com adaptações minhas)




Já aqui falara disto...

http://raraavisinterris.blogspot.pt/2010/01/tempos-circulares.html





FELIZ 2018, MEUS AMIGOS, COM SAÚDE E PAZ!