Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Inútil guerra



Leonardo da Vinci


José Niza - médico psiquiatra, compositor, produtor e poeta


Aquela clara madrugada que
Viu lágrimas correrem no teu rosto
E alegre se fez triste como se
chovesse de repente em pleno Agosto
Ela só viu meus dedos nos teus dedos
Meu nome no teu nome e demorados
Viu nossos olhos juntos nos segredos
Que em silêncio dissemos separados
A clara madrugada em que parti
Só ela viu teu rosto olhando a estrada
Por onde o automóvel se afastava
E viu que a pátria estava toda em ti
E ouviu dizer adeus essa palavra
Que fez tão triste a clara madrugada
Que fez tão triste a clara madrugada
(poema de M. Alegre/música de José Niza)



Cada dia mais pobres. É a nossa História recente que se vai apagando.


8 comentários:

Rogério Pereira disse...

Um homem, inteiro
Deve ser(sempre)lembrado

(poema a fazer lembrar a minha despedida em julho de 1969, com o mesmo destino)

Andradarte disse...

Convivi com ele nas noites de verão na Fuseta......tinhamos as casas juntas na ilha...A presença dos interpretes da revolução...era certa.
Saudades...é a lei da vida..
Beijo

Fê-blue bird disse...

Uma semana triste, mais um HOMEM insubstituível que perdemos.

beijinhos amiga

Olinda Melo disse...

Uma bela homenagem.Tem razão, cada dia acordamos mais pobres.
Mas, ao menos,fica-nos a obra...

Bom domingo.

Bjo

Olinda

P.S.Não consigo comentar do meu blogue. Dá um erro qualquer.

Bipede Implume disse...

Querida Aninha
Ficarão sempre nos nossos corações. Mais, a obra que deixaram ficará para sempre. Ficamos mais pobres mas paradoxalmente, mais ricos.
Beijinho e boa semana e bom trabalho.
Isabel

Anónimo disse...

Hey there

MARU disse...

Näo conhecía este artista, mas gostei muito da obra que você nos apresenta.
Lindísimo querida amiga.
Um beijinho

Vieira Calado disse...

Não conhecia nem um nem outro.

Obrigado.

Bjsss