Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Clara manhã

 

Toshizo Nakane


Clara manhã, nas brumas do parque.

Alma límpida do dia boreal...

E este silêncio, no secreto segredo

Que arfa em nós na rósea,

Cristalina luz!


Clara manhã, dos dias ou pérolas

Que desfiamos do imenso colar.


E a secreta esperança que reluz

No âmago do sonho inicial...

E este silêncio, no secreto segredo

Que arfa em nós na rósea,

Cristalina luz!


Ana



16 comentários:

silvioafonso disse...

É incrível o que vem acontecendo
comigo nos últimos tempos, Ana.
Você acredita que a cada dia que
passa eu envelheço? Pois é, menina.
Enfin não sou só eu, não é mesmo?
Um beijo e, se quiser, pode rir
das minhas besteiras, pois é na
página dos amigos que eu desabafo.
Coisas sérias e de utilidade da
humanidade eu falo na minha página.
Aqui, na dos outros é só risos e
fantasias. (mentirosooooooo.)
Beijos e beijos, muitos.

Elvira Carvalho disse...

Que dizer deste poema? Que gostei muito? Parece-me pouco, mas eu tenho dificuldade em comentar poesia. Sempre pensei que ela, a poesia, se sente, não se comenta. E eu senti esta "Clara Manhã" como um sopro de esperança.
Abraço e saúde

João Santana Pinto disse...

Com a esperança sempre presente e com sonhos por cumprir, mais um dos teus belos quadros, este, iluminado pela pureza da alma.

Um beijinho para ti

Ulisses de Carvalho disse...

um pedido de tomada de consciência, uma energia de renovação!
é o que o poema me diz, e isso é muito!
um beijo, Ana.

Rogério G.V. Pereira disse...

Acredita
mesmo em dias de sol escondido
de nuvens densas e escuras
procuro e sempre encontro
a claridade necessária
para me dar força

Não, não é mística
É atitude, acredita

chica disse...

Muito linda a pintura e poesia e que todos tenhamos em frente sempre uma clara e esperançosa manhã... beijos, chica

Maria João Brito de Sousa disse...

Esta manhã, mais do que uma simples manhã, simboliza toda a esperança num futuro em que ainda acredita.

Forte abraço, Ana!

Jaime Portela disse...

Embora a esperança seja um sentimento que resulta de alguma impotência para se chegar ao que queremos, o poema é cristalino e puro como a água da "alma límpida do dia boreal".
Excelente, gostei imenso. Como sempre, aliás.
Continuação de boa semana, querida amiga Ana.
Beijo.

A.S. disse...

Belo!
A luz do amanhecer é sempre mais cristalina, mais pura, mais nua!
Que todas as sombras se dissipem para que a luz volte a ser majestosa e sem mácula...!!

Um abraço!
A.S.

Majo Dutra disse...

Belíssimo, querida Ana. Belíssimo!

Também reparei na poesia das claras manhãs em que o sol,
elevado da névoa, coloria a minha sala de nuances róseas,
numa singular beleza efémera.

Apreciei sobremodo a depuração do texto.

Dias bons e confortáveis. Beijinhos
~~~~~~

Janita disse...

E destas "Manhãs Claras", tão esperançosas e límpidas, que o mundo precisa.

Foi muito bom deixar-me envolver pelas pérolas de palavras tão bonitas e sentidas.

Um beijinho, Ana!

Olinda Melo disse...


Cristalina luz!
Banha-nos uma imensa calma a leitura
deste teu Poema, querida Ana.
Uma sinfonia de palavras que são
autênticas pérolas.
Adorei.
Beijo
Olinda

Graça Pires disse...

No âmago do sonho inicial há a cristalina luz de cada manhã que nos deslumbra. A esperança num poema luminoso, Ana.
a boa semana com muita saúde, minha Amiga.
Um beijo.

O Puma disse...

Há sempre luz na sua poesia
mesmo no entardecer
Bj

Juvenal Nunes disse...

De manhã se começa o dia.
Abraço poético.
Juvenal Nunes

Manuel Veiga disse...

tão belo esse arfar da rósea...
e as manhãs clara.

gostei muito, Ana

beijo