Com teias de luz e de silêncio,
Ao Sol ardente, tecia o seu sonho.
E dedos de vento moíam, moíam...
Grãos de vida na fímbria da Lua.
Sua tez trigueira, madura em grão,
Ao Sol poente, por veredas corria.
E dedos de vento moíam, moíam!
Trigo dos dias, na roda e em vão...
Menina, ainda, fermento de vidas;
Mulher, que sonhas, que findas?
Flora, na planura deste mar arável!
Amável velhinha, no moinho dos dias.
E dedos de vento moíam, moíam...
Grãos de vida na fímbria da Lua.
Ana Tapadas
Nota: não estive presente, pois a minha Madalena fez os seus cinco aninhos e, por isso, rumei a Alvor. As minhas palavras, essas, estiveram na celebração de um tempo passado próximo.

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