Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

domingo, 17 de abril de 2016

Partir

Viajes.com, Peloponeso


Terei que ir. Enche-me essa urgência da partida. Ao longe, penso Thera, onde o destino já me levou, e sonho Esparta olhando o rio Eurotas. Conheces o Eurotas? É a Lacónia que o vê correr...não sei se nele se banharam velhos soldados de uma batalha qualquer. No silêncio inaudito desta parte do Peloponeso, pacifista e desiludida com as novas barbéries, olho e penso. Pensar foi sempre o meu maior desígnio, mesmo na consciência dolorosa desse acto.


Leo von Klenze, Akropolis

Anda, olharemos de frente a Acrópole, na próxima Atenas. Deixemos a península. De penínsulas somos conhecedores. Anda comigo reconstruir o Partenon, desenhá-lo na sua realidade etérea e justa. Temos este amor Antigo, sem idades do meio e sem treva. Procuraremos a claridade, o Sul do Sul...aí aninharemos as serenas cores da vida, aí desvendaremos se ainda é possível a Humanidade.


C. Aguilar, Grécia

Ana





6 comentários:

São disse...

Será que morro sem pisar solo grego?

Beijinhos, Ana, e boa semana

Rogerio G. V. Pereira disse...


Não partas
Não venhas
A memória do que já fui (Sólon e Clístenes) o recomenda.

Nota: Na democracia grega, mais exactamente na democracia ateniense, só tinham o direitos políticos, ou seja, de votar e serem votados para ocupar os cargos públicos os cidadãos. E eram considerados cidadãos apenas os atenienses maiores de 25 anos (se não me engano), do sexo masculino e filhos de pai e mãe atenienses.
Calcula-se que Atenas tinha uma população de cerca de 200.000 pessoas no século V a.C, mas em função das restrições, apenas 5.000 eram cidadãos.

Graça Pires disse...

Uma viagem. A Grécia onde tudo começa e acaba. Dir-nos-às que foi construir contigo "o Partenon, desenhá-lo na sua realidade etérea e justa".
Um beijo, Ana.

O Puma disse...

Para conhecer Atenas
sugiro que se percam

Edumanes disse...

Partir, para lá e voltar. Para poder contar o que lá viu. Tanto se tem falada na Grécia, e no povo grego, ultimamente, devido à política, bem como às medidas de austeridade impostos pelos credores (FMI), que lhes tem feita a vida mais grega! Não conheço, nem penso lá ir alguma vez!

Boa noite amiga Ana, continuação de boa semana, com as águas de mil, um beijo.
Eduardo.

Majo disse...

~~~
Um «amor Antigo», muito Antigo, desde o «Milagre Grego», Atenas

pertence à história da humanidade, à história de cada um de nós.

Neste momento a viver o drama da angustiante crise de refugiados.

Em Atenas, sejamos atenienses.

~~~ Beijinhos. ~~~
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