Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

quarta-feira, 18 de maio de 2016

O silêncio que grita

Montargil, José Alves

Espraio por ali o olhar. Alongam-se os dias sobre tardes azuis que escurecem lentamente. Gosto da lentidão plana, dos olhos que falam, dos lugares vazios, desta vaga angústia que me fala dos anos que passam e daqueles que partem...
Ânsias ruidosas assolam quotidianos febris.

José Alves


7 comentários:

Edumanes disse...

O silêncio que grita!
o grito que no silêncio se ouve
não há terra mais bonita
do que outra antes não houve?

Boa noite e bons sonhos amiga Ana, um beijo,
Eduardo.

Rogerio G. V. Pereira disse...

Escuta,
não sentes como a água murmura?
como as aves cantam, ou grasnam?
como a brisa se sente, para lá da ânsia?

Sabes?
É o regresso da esperança

Majo disse...

~~~
É imprescindível
apreciar profundamente os imprescindíveis momentos de repouso e confiar no poder tranquilizante e tónico da natureza.

Num bom passeio,
asseguro que o grito se esvai...

~~~ Abraço solidário, Ana. ~~~
~ ~ ~ ~ ~ ~

Fê blue bird disse...

Amiga Ana, que essa imensidão, tão bela e tão calma, amenize as tuas ânsias.

Um beijinho amigo e solidário

Mar Arável disse...

Haja luz

heretico disse...

fogo branco. por dentro...

a arder na "lentidão plana..."

beijo

Jaime Portela disse...

Também gosto da "lentidão plana"...
Magnífico texto, gostei imenso.
Bom fim de semana, querida amiga Ana.
Beijo.