Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

domingo, 9 de maio de 2010

TURBULÊNCIA

José Alves, Roma - Basílica de São Pedro

Voam águias sobre a planície.




O Bispo de Roma há-de chegar em breve.

José Alves

Generoso, o Criador entorna cor sobre a planície alentejana.








Turbulências na angular...

sexta-feira, 30 de abril de 2010

30 de Abril

José Alves


Maio debruça-se sobre a planície.
..




( Entre mim e a planície o arame farpado de uma montanha de provas para corrigir.)

domingo, 25 de abril de 2010

Políticos desiludem, a poesia permanece...

wikimédia



Era um Abril de amigo Abril de trigo
Abril de trevo e trégua e vinho e húmus
Abril de novos ritmos novos rumos.


Era um Abril comigo Abril contigo
ainda só ardor e sem ardil
Abril sem adjectivo Abril de Abril.


Era um Abril na praça Abril de massas
era um Abril na rua Abril a rodos
Abril de sol que nasce para todos.


Abril de vinho e sonho em nossas taças
era um Abril de clava Abril em acto
em mil novecentos e setenta e quatro.


Era um Abril viril Abril tão bravo
Abril de boca a abrir-se Abril palavra
esse Abril em que Abril se libertava.


Era um Abril de clava Abril de cravo
Abril de mão na mão e sem fantasmas
esse Abril em que Abril floriu nas armas.

Manuel Alegre, o poeta - que fique bem claro!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Lá fora




Hoje o poema há-de ser breve:
Lá fora a vida clama, regurgita...
O sol é sonho e eco, que se atreve
A erguer a voz em hino, e ressuscita.


Ana

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Caos e Sofrimento


Jorge Guinle, Belo Caos

Invenções de Orfeu


Canto III


Poemas relativos



I


Caída a noite
o mar se esvai,
aquele monte
desaba e cai
silentemente.


Bronzes diluídos
já não são vozes,
seres na estrada
nem são fantasmas,
aves nos ramos
inexistentes;
tranças noturnas
mais que impalpáveis,
gatos nem gatos,
nem os pés no ar,
nem os silêncios.


O sono está.
E um homem dorme.


Jorge de Lima (poeta brasileiro)





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