Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Tradições

(google)
Vestíamos roupa nova e corríamos pelas ruas calcetadas de granito cinzento. Íamos de porta em porta receber os «bolinhos» e o saco branquinho, de renda, ficava cheio de doces - bolos e rebuçados.
A lareira crepitava...
As mães tinham feito broas de mel e a cozinha cheirava a uma doçura intensa.
A avó fervera café e o avô dava-nos, escondida, uma colherada de bagos de romã com vinho do Porto e açúcar.
Era doce, aromática e quente a tradição alentejana.
Ana

ibi.com

4 comentários:

Bipede Implume disse...

Que recordações me trouxeram esses bolinhos. A minha mãe tinha uma amiga, que lhe trazia de Cebolais de Cima esses bolinhos deliciosos.
Não sabia que estavam ligados a essa tradição.
Pena que se percam essas tradições e se importem outras.
Beijinhos e bom fim de semana.

EternaApaixonada disse...

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Ah! Querida amiga Ana,

Como é bom "chegar" ao Alentejo e me sentir em casa...
Este clima de aconchego, essa ternura familiar... Como isso me sensibiliza...
Bom conseguir acessar hoje, dia de Todos os Santos, deixar-lhe meu abraço carinhoso e desejar que seja feliz, mas muito feliz junto aos teus!
Beijos muitos...


PS: Conheça o Jardim de Urtigas, do amigo Carlos, também do Alentejo.

Sintonias do Coração


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Jardineiro de Plantão disse...

Olá Ana... Comadre Alentejana...
Vivo em Évora, a Ana de Avis?

Dei uma volta pelo seu Blog... bem concebido... no post está o retrato do nosso Alentejo... só que aqui era com pétalas de rosas... e se pedia um tostão para o 'santo'...kkk, mas o que mais queríamos era a fatia do bolo finto, de preferência com passas e nozes...

Belíssima foto a da Romã.

As flores do 'Jardim' agradecem a sua passagem, mesmo que pela mão da generosa Helô, volte mais vezes, para rir com algumas das urtigas e urtigões, que por vezes infestam aquela leira de grafismos a que chamamos letras. A mesa está sempre posta, como bom Alentejano. Se pode sempre servir.

Abraço Comadre, e apareça, que eu farei o mesmo

Dédalus disse...

Espero que una tradición alentejana tan bella no se haya perdido.

Besos, Ana. Me has hecho soñar contigo, a través de tus recuerdos.