Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Memoricídios


Texto Editora


« "A nossa memória já não existe. O berço da civilização, da escrita e das leis foi queimado. Só restam cinzas." Ouvi este comentário em Bagdade a um professor de História Medieval, a quem detiveram,  poucos dias depois, por pertencer ao Partido Baas. Quando disse isto,  abandonava a moderna estrutura da universidade, de onde tinham saqueado, sem excepção, os livros da biblioteca e destruído aulas e laboratórios. Eu estava sozinho junto à entrada», coberto por uma sombra sem pausas, e apenas pensava, quiçá em voz alta, ou não pensava, que a sua voz fazia parte desse vasto, interminável e contínuo rumor que caracteriza, por vezes o Médio Oriente. Chorava enquanto me olhava. Creio que estava à espera de alguém, mas quem quer que fosse nunca chegou, e poucos minutos depois viu-o afastar-se, sem rumo, bordejando uma cratera enorme aberta por um míssil junto do edifício». (pág. 7)


Assim começa o livro que fala da destruição dos livros ao longo da História. Nele me embrenho...

15 comentários:

Rogério Pereira disse...

Palavras de esperança

Os livros nunca morrerão
e os destruidos, jamais serão esquecidos (os que li fazem parte de mim)

Olinda Melo disse...

Querida Ana

Como não nos embrenharmos também?
Um convite à leitura de um excelente livro sobre livros...

Beijo

Olinda

Bipede Implume disse...

Querida Aninha
Livros, impossível viver sem eles. Há quem consiga lê-los através da net. Mas não é a mesma coisa, penso eu.
Beijinho.
Isabel

Eva Gonçalves disse...

Promete... continuação de boa leitura! Livros sobre livros, yum, yum... :)Beijo

BlueShell disse...

Eu já me questionei muitas vezes sobre essa questão...a sobrevivência do Livro!!! Cada vez me convenço mais que é inevitável o seu desaparecimento, infelizmente!
Abraço, BShell

São disse...

Pobre de quem não tem memória...

Um bom final de semana

Margarida disse...

O excerto soube muito bem. Acho que vou embarcar nesse também... :p
Beijinhos e boa sorte para o novo ano lectivo!

MARU disse...

Marcelino Menéndez Pelayo, grande pensador e filósofo disse "Quem näo conhece a sua história, está condenado a repeti-la"

o homen por natureza é de memória magra, se náo fosse por os livros, um cofre de sabedorías e conhecimentos, andaríamos na oscuridäo da ignorânça.

Eu acho que é algo impossivel. Bem seja impresso ou em cualquer otra forma.
Beijinhos, querida amiga.

Diu Mota disse...

Senti vontade de me embrenhar por essas páginas também.
Bj
inté

Sonhadora disse...

Minha querida

São pedaços de história que são destruídos infelizmente e muitos sem recuperação desses pedaços.

Deixo um beijinho com carinho
Sonhadora

Fê-blue bird disse...

Nunca adormeço sem o contacto familiar de um livro.
Este que a amiga recomenda será um a não esquecer.
Já estava com saudades :)
Beijinhos

Nilson Barcelli disse...

Boa leitura.
Pelo início, deve ser um livro fascinante.
Querida amiga Ana, tem uma boa semana.
Beijos.

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá Ana, a leitura é sempre fascinante...belo post...Espectacular....
Cumprimentos

RosanAzul disse...

Agradeço a partilha!
Uma semana abençoada e feliz pra ti Ana! Beijo azul, Rosana

Bipede Implume disse...

Querida Aninha
Calculo que estejas preparando o novo ano lectivo. Muito trabalho, portanto.
A Sandra segue amanhã para a Terceira. A Luisa para as Caldas. Ainda bem...Têm trabalho.
Que tudo corra o melhor possível.
Beijinhos
Isabel