Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Infância...

Joseph-Plateau, La Belle Alliance,1815


Eram lugares perdidos na infância e o tempo de incertezas impiedosas. Eram dias cinzentos de sonhos dispersos no vento suão. A voz incólume do trovão. Lendas e conselhos sábios trazidos de um tempo antigo. A rua, nua de ilusões, frágil lugar de imperfeitas fugas. Era o teu abrigo, força contida pela razão.  Eram sábias as palavras que lavravas nas tardes de Verão. Ancestrais carícias na criança exausta de correrias sem rumo. Planície estendida na busca de um prumo. 

Ana





10 comentários:

Rogério Pereira disse...

Rasgar a memória
é pintar
um gesto, um lugar
construindo a nossa história

Faça-o mais vezes,
muita gente, como eu, irá gostar

Eva Gonçalves disse...

Belíssimo, Ana. Beijo

São disse...

Que dizer senão que é muito bonito o teu texto? rrss

Bons sonhos

Vítor Fernandes disse...

Só quem escreve assim como você o faz, poderia legendar desta maneira um desenho assim. Que bonito.

cores e outros amores disse...

uma única palavra: lindo!

Sam Seaborn disse...

A incerteza por si só é impiedosa… como dizes tempos perdidos… alguns recuperáveis com belas lembranças quando menos se espera…
Muito belo e poético Ana, sábio, antigo e com muita força… beijinho

Bípede Implume disse...

Querida Aninha
Concordo inteiramente com o primeiro comentário.
Até um dia se transformar em livro. Pensa nisso. Eu estaria na primeira fila.
Beijinhos. Um bom fim de semana cheio de muito calor humano porque a natureza está zangada connosco, de certeza.
Isabel

Fê-blue bird disse...

Amiga, a infância é sempre inspiradora, as tuas palavras provam-no. LINDO!

beijinhos

Gerana Damulakis disse...

Que belas são suas palavras. Li um poema curto ( ainda nesta página,mas algumas postagens para trás) sobre a possibilidade de uma fuga e uma volta envolta em amargura e, juro, os versos estão aqui ecoando em mim. É incrível a sua poesia, Ana.
Bjos.

Mel de Carvalho disse...

É tão bom regressar ao espaço onde fomos crianças... um abraço que nos abraça, ainda que vazio de braços...

beijo, Ana. Obrigada.
boa semana para si

Mel