Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

terça-feira, 27 de maio de 2014

Fragmentos

Alex Andreev

Diz-me que o mundo ainda está inteiro, que Lazarilhos de Tormes não podem ser tecelões da ruína, que os ideais ainda aí estão intactos e plenos de memória. Diz-me que aprendemos na pedra viva do passado como construir o homem novo desenhado pelo génio. Não me fales da vaidade ufana e vazia. Eu não quero o vazio. Não me digas com Mircea Eliade que é do caos que se constrói o cosmos. Noutras eras conheci Pétain e sei de conivências que o silêncio alimenta. 
Diz-me que não estamos sozinhos.

Ana

19 comentários:

Rogerio G. V. Pereira disse...

Não porque mo pedes
Não porque teu desespero me inspire dar-te alento
É verdade
Tens mais a teu lado do que aqueles que eu próprio posso contar...

Luma Rosa disse...

Oi, Ana!
Não estamos sozinhos. Pelo menos a nossa consciência não nos deixa quietos. Uma pessoa não pode jogar em dois times ao mesmo tempo e quando não tem explicação, o silêncio é o caminho, principalmente de quem um dia foi taxado de "herói". Não sei se existe constrangimento ou o orgulho fala mais alto.
Boa semana!
Beijus,

Eduardo Maria Nunes disse...

Fragmentos, no mundo há tantos!..
estão a ser, loucamente, fragmentados
mais ainda se duplicam os tiranos
pelos quais estamos ser esmagados!

Não estamos sozinhos não,
estamos é mal acompanhados
por quem nos tira o pão!

Tenha uma ótima tarde,
amiga Ana Tapadas, um beijo.
Eduardo.

AC disse...

Ana,
Acabei de visitar um blogue onde deixei um comentário que, parece-me, se enquadraria bem aqui. Era mais ou menos isto:
Um tempo despreocupado deu lugar a um tempo que nos preocupa. Algures, pelo meio, atracou o barco viquingue. Para a maioria as coisas nunca mais foram as mesmas, mas aqui e ali ainda há quem teime em fazer desabrochar as flores...

Beijo :)

José María Souza Costa disse...

Olá, Ana.
Tudo bem ?
Muito grato amiga, por ter deixado um comentário, no meu blogue. Quanto ao aviso, irei observar. Grato.
Um abraço do Brazil.

© Piedade Araújo Sol disse...

nunca estamos (completamente) sós...

e aguardemos que um sol nos aqueça a alma e as outras coisas.

:)

Anónimo disse...

certo, mas eu tenho que ouvir estas coisas de vez em quando, senão fico sem orientação (sem amplitude intelectual).

São disse...

Não estás só, amiga!

Mas tod@s somos pouc@s face a este desastre de 25-5-2014!

Só temos que erguer a voz bem alto e continuarmos de pé e em luta...coisa fácil!

Abraço fraterno, Ana

Pérola disse...

Talvez estejamos sozinhos, de verdade.

Tudo o resto será ilusão, fantasia nossa, quiça.

Beijinhos

Fê blue bird disse...

Amiga não estamos sozinhos mas somos poucos. Espero que pelo menos sejamos bons !

beijinho

Mar Arável disse...

Por vezes sós

mas nunca isolados

Bjs

Olinda Melo disse...


Querida Ana

Adorei este teu texto. Comoveu-me, devo dizer-te. Identifiquei-me com as preocupações que nele expressas; no diálogo e contraditório que nos trazes através de referências a figuras que nos mostram o lado crítico da sociedade, a sua idealização e a subserviência.

Desejo-te um óptimo fim de semana.

Bjs

Olinda

Graça Pires disse...

Nunca estás só. Pelo menos tens as palavras contigo para escreveres textos magníficos como este...
Um beijo, Ana.

Nilson Barcelli disse...

Claro que não estamos sós.
Temos dívidas, défices, cortes, austeridade, etc., etc... eheheheh... desculpa a brincadeira.
Mais a sério, gostei imenso do teu texto.
Tem um bom fim de semana.
Um beijo, querida amiga Ana.

Isa Lisboa disse...

Acredito que não estamos sozinhos! :)
Beijinho, Ana!

Isa Lisboa disse...

Acredito que não estamos sozinhos! :)
Beijinho, Ana!

Bípede Implume disse...

Querida Aninha
Nunca estamos sós. O pior de tudo é estarmos muito mal acompanhados.
Continuação de bom fim de semana.
Com sol...
Beijinhos

heretico disse...

uma dor que dói fundo...

beijo

heretico disse...

uma dor que dói fundo...

beijo