Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Sem receio

Luis Dourdil



Andamos sobre a fímbria dos dias e, na distância, procuramos vultos insanos  que nos fazem temer um devir sem esperança. 
Compete-nos não desistir. Compete-nos resistir. 
Que importa se os pés vão nus e o caminho é longínquo?
Caminhamos, ainda, na direcção do ideal. Ao longe, outro mais frágil nos espera. No peito fechámos o alento. No braço empunhamos a serenidade.
Não me digas que, do outro lado, existem muros e que a Humanidade definha rumo a um ocaso qualquer...
Ao longe, ainda arde Alexandria.


Ana



10 comentários:

Fernanda Maria disse...

O futuro adivinha-se muito sombrio, mas essa esperança e essa chama impele-nos a prosseguir.

Um beijinho amiga Ana

ginginha disse...

"Caminhamos ainda , com sobressaltos, mas caminhamos!Abracinho, Ana!

Cadinho RoCo disse...

O que passa pelos caminhos do pensar é por vezes sombrio demais.
Cadinho RoCo

Anabela Jardim disse...

Incertezas de um tempo quase sempre idêntico ao tempo quee passou. Só mudam os personagens e continuam a repetir o que parece já estar escrito para permanecer...

Edumanes disse...

Iluminem-se os caminhos escuros,
para podermos caminhar livremente
não nos impeçam construindo muros
deixem-nos em liberdade seguir em frente!

Tenha uma boa noite amiga Ana, um beijo,
Eduardo.

Majo Dutra disse...

Um presente parco de oportunidades para o exercício da mais nobre
das atividades, o trabalho indispensável à dignidade humana...
Um futuro com poucas perspetivas...
Apreciei sobremaneira a sublimidade do seu poema, quer do ponto
vista formal, quer pela mensagem e pura beleza...
~~~ Beijinhos, Ana ~~~

Mariazita disse...

A esperança é a última a morrer... por isso continuamos em frente, confiando num futuro que, embora incerto, auguramos melhor que o presente.
Gostei IMENSO do texto.

Obrigada pela carinhosa presença e parabéns à minha "CASA".

Continuação de boa semana.
Beijinhos
MARIAZITA / A CASA DA MARIQUINHAS

Manuel Veiga disse...

tens razão, Ana.
é necessário prosseguir, com a certeza que os impérios se abatem

beijo

Jaime Portela disse...

Caminhar é preciso...
Excelente texto, gostei imenso.
Bom fim de semana, amiga Ana.
Beijo.

AC disse...

Gosto sempre de a ler, Ana, de ver traduzida em palavras essa forte crença num mundo melhor.

Abraço