Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Roma

Turismo de Italia.org

O Castelo de Santangelo será o cenário do regresso. Aqui regressaremos sempre, filhos do Império, escravos da velha Ibéria...Roma, a eterna civitas, ainda nos acolhe.
Calor e turba. Novas epidemias espreitam. Nós? Mortais, como sempre...


Turismo de Italia.or


Vítor Emanuel II, o aristocrata de Turim, rei da Sardenha e depois de Itália, talvez tenha sonhado com o velho Império, mas os romanos não perdoam e Mariangela, minha amiga de sempre confirma: «Ana, aí estamos de regresso à velha máquina de escrever».
Detenho-me em pormenores:


«Deixa o resto aos deuses»
Qvintvs Horativs Flaccvs, Odes


4 comentários:

Bipede Implume disse...

Belíssimas imagens de Roma que, infelizmente, não conheço. Aninha comecei as férias de Agosto, mas andarei sempre por perto. Vou deixar-te o meu email no teu e assim poderemos manter o contacto.
Beijinhos e até já, amiga.

Antonia disse...

Preciosa Roma, preciosas fotos...el turismo en la vieja Europa es un viaje a la cultura nuestra....a mi me falta muchísimo por visitar y mi formación humanística lo está pidiendo.
Un besazo....que disfrutes!!!!

Victor Colonna disse...

Oi Ana,

Parabéns pelo blog (belo como sempre). Estarei em breve lançando, aqui no Brasil, meu livro de poesia "Cabeça, Tronco e Versos". Há algum tempo enviei dois poemas, você os publicou e tive um excelente retorno. Então, seguem aí um poema e uma crônica.

Abraço,
Colonna

ÍMPAR (VICTOR COLONNA)


Amanha novamente serei ontem
Inseguro, sem nenhuma sincronia
Desapontado, esperando que me apontem
O atalho certo de uma estrela guia.

Meu verde é pálido, meu azul escuro
E o céu que agora vejo no meu chão
Tem a mesma cor de sangue do futuro
E a fome desdentada do meu pão.

A preguiça causa meu cansaço.
Sempre em busca da solidez das águas
Vislumbro apenas a solidão do aço.

E no sal amago dos meus mares
Queimo as feridas e afogo as mágoas
De um ímpar a procura de seus pares.


PAIXÃO E CEGUEIRA (VICTOR COLONNA)

Hoje fiquei a pensar no conto “Missa do Galo”, do nosso amado Machado de Assis, no qual, em sua mais linda passagem o narrador diz : “Há impressões dessa noite, que me aparecem truncadas ou confusas. Contradigo-me, atrapalho-me. Uma das que ainda tenho frescas é que, em certa ocasião, ela, que era apenas simpática, ficou linda, ficou lindíssima”.

Assim foi porque ele a viu com os olhos da paixão.

Já no filme “Beleza Americana”, que de quando em quando cito em minhas crônicas, ocorreu o seguinte comigo: na cena em que o quarentão estava prestes a seduzir a amiga da filha, começou a tocar uma música. Era uma música antiga, que eu já tinha escutado diversas vezes e nunca havia prestado maior atenção. Mas lembro-me que ali, na hora em que a ouvi, foi como um soco no estômago. Percebi o quanto gostava do filme e a música era outra, completamente diferente.

Foi assim porque a ouvi com os ouvidos da paixão.

Creio que só a arte e a paixão têm esse efeito sobre mim, eu que sou míope desde os cinco anos de idade, de tanto olhar para dentro. O que será que eu procuro tanto que me cega aos poucos desde então?

Liliana Marques disse...

Um clima de encantamento, como sugere o nome da bela cidade. Com uma pitada de mistério.
Toda a gente já ouviu falar, mas ninguém conhece...
Boa escolha professora, agora só falta levar os alunos lá!
beijinhos