Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Dedos de vento

meteopt.com


Aqueles que eu amo
têm dedos de vento
que penteiam este sol
escondido ao Sul
em nuvem petrificada
na trovoada...
Aqueles que eu amo
têm dedos de vento
que sem lamento
 agarram o Nada.


Ana

11 comentários:

Eva Gonçalves disse...

Este teu poema/lamento, tão simples, transportou-me para uma seara alentejana bafejada pelo vento, em que o povo tem pouco mais que o vento a que se agarrar... triste e sem esperança... não sei se interpretei bem, mas gostei da sinceridade destes dedos de vento :)Beijinho

JPD disse...

(Oh, yes!
Nothing further than that!)

Agora mais a sério, Ana (Em língua de Camões)

Haverá a mão e o gesto
O carinho e o afecto
O toque e a tangibilidade
O desejo e o frémito

Abelíssima poesia que se edita aqui, Ana.

Bsj

Sonhadora disse...

Minha querida

As mãos cheias de nada e vazias de tudo, adorei o teu poema e deixo um beijinho com carinho.

Sonhadora

Andradarte disse...

Haja em quem se confie, para enfrentar
tempestades....
Beijo

Fê-blue bird disse...

Amiga:
Dedos de vento, carícia ou lamento?
beijinhos

Bipede Implume disse...

Querida Aninha
Somos obrigados a atravessar trovoadas e intempéries várias e longas. Mas se tivermos os dedos de vento dos que amamos...então, não estamos sós.
Um fim de semana calmo, com muita felicidade.
Beijinhos
Isabel

A.S. disse...

Dedos de vento... são dedos que amam as brisas mas não temem as tempestades!


Bjsss,
AL

Nilson Barcelli disse...

Há dedos que penteiam, mas há outros que despenteiam...
Magnífico poema. Gostei muito.
Querida amiga Ana, tem uma boa semana.
Beijos.

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá Ana, belo poema...Espectacular....
Cumprimentos

Bipede Implume disse...

Querida Aninha
Um olá e beijinho de boa semana. Isabel

claudio rodrigues disse...

Adorei a composição da imagem "dedos de vento". o sólido se desfazendo, ou será o contrário? lindo poema, Ana!