Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

terça-feira, 12 de julho de 2011

Alentejo


    
A luz que te ilumina,



Terra da cor dos olhos de quem olha!


A paz que se adivinha


Na tua solidão

Que nenhuma mesquinha
      Condição



Pode compreender e povoar!


O mistério da tua imensidão

Onde o tempo caminha

Sem chegar!...   
   
Miguel Torga, 1974, 
Antologia Poética




Fotografias: José Alves

18 comentários:

Olinda Melo disse...

Palavras de Torga que se adaptam tão bem à paisagem do Alentejo.

Fotos belíssimas! Texto e imagens resultam numa composição extraordinária!

Beijo

Olinda

Eva Gonçalves disse...

Belas fotografias do Alentejo de que tenho tantas saudades... e um poema que ao contrário do tempo, caminha chegando. :) Beijo

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá Ana, gostei das fotografias do Alentejo, como também do belo poema de Torga...Post Espectacular....
Cumprimentos

FlorAlpina disse...

Do blogue da Fê até aqui, para encontrar umas imagens belissimas!
Saudades destas cores...

Bjs dos Alpes

Rogério Pereira disse...

Vim pela asa de um pássaro azul que insisto em chamar meu (a Fê). Vim ver. Ver e ler. Ver, ler e beber imagens e palavras, dizeres de poeta que também é meu. Alentejo? Não não é minha alma Lusa ou meu coração Celta que essa paisagem atige e desperta. É meu sangue Mouro que fervilha face a essa terra de abandono e de partilha...

Gostei de a conhecer. Pode crer...

Ah, considere-se minha.

Luma Rosa disse...

As imagens e poesia se encaixaram em uma combinação perfeita!!
Obrigada por partilhar o seu gosto pela poesia de Torga.
Que me diz dos "Novos contos da montanha?"
Eu fiquei encantada.
Boa semana!
Beijus,

Margarida disse...

Ah!... o seu Miguel Torga. Sei o quanto gosta dele...
Este Alentejo começa a meter-me doida, preciso da civilização! :p

Beijinhos grandes

Andradarte disse...

É preciso ser poeta ou enamorado, para compreender bem o Alentejo,.....
Gostei das Fotos...
Beijo

Fernando Campanella disse...

Oi, Aninha, realmente o Alentejo me lembra Minas, ou Minas me lembra o Alentejo, ou nossos olhos, nossas almas talvez coloquem na paisagem, além da herança, algo de poesia que as torna comuns. (Eu já escrevi um poema sobre o Alentejo, lembras?)
Ficou uma postagem maravilhosa , belas fotos e um lindo poema do Torga, poeta com quem tenho afinidade. Bjinhos, doce amiga.

Um brasileiro disse...

ola. estive3 aqui dando uma olhada. muito legal. gostei. apareça por la. abraços.

Jose Ramon Santana Vazquez disse...

...traigo
sangre
de
la
tarde
herida
en
la
mano
y
una
vela
de
mi
corazón
para
invitarte
y
darte
este
alma
que
viene
para
compartir
contigo
tu
bello
blog
con
un
ramillete
de
oro
y
claveles
dentro...


desde mis
HORAS ROTAS
Y AULA DE PAZ


COMPARTIENDO ILUSION
ANA

CON saludos de la luna al
reflejarse en el mar de la
poesía...




ESPERO SEAN DE VUESTRO AGRADO EL POST POETIZADO DE STAR WARS, CARROS DE FUEGO, MEMORIAS DE AFRICA , CHAPLIN MONOCULO NOMBRE DE LA ROSA, ALBATROS GLADIATOR, ACEBO CUMBRES BORRASCOSAS, ENEMIGO A LAS PUERTAS, CACHORRO, FANTASMA DE LA OPERA, BLADE RUUNER ,CHOCOLATE Y CREPUSCULO 1 Y2.

José
Ramón...

sofia disse...

Bem bonitos ! :)
Beijinho *

acácia rubra disse...

Pela asas das nossa Fê, cheguei...

...para partir para esse Além Tejo, daqui da minha Beira onde a vastidão esbarra com o limite de um pinheiro ou de um eucalipto.

Soube-me bem ver as imagens dessa terra sem fim.

Beijo

Bipede Implume disse...

Querida Aninha
Só um coração alentejano sente com tanta intensidade expressa nas belas fotos, este poema do nosso muito amado Torga.
Maravilhosos.
Beijinho e bom fim de semana.
Isabel

Sonhadora disse...

Minha querida

Saudades da minha planície, adorei as fotos.
Obrigada pelas palavras de carinho, estou voltando devagar...e sim vou-me cuidar.

Beijinhos
Rosa

Anónimo disse...

Adoro Alentejo...
Bom fim de semana,Ana,beijinhos.
Cristina

N. Barcelli disse...

A conjugação que fizeste com o poema e as fotos é brilhante.
Querida amiga Ana, desejo-te um bom fim de semana.
Beijo.

Antoniatenea disse...

Un paisaje sin interferencias..sin maldad..sin adulterar..sin arreglar artificiosamente..un paisaje auténtico, como tus palabras.
Bellísimo!