Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

terça-feira, 5 de julho de 2011

Comunhões a Sul



Por estes dias de muito calor, resta-nos trabalhar no recolhimento do sol, quase de forma meditativa. Tudo fica lasso: a realidade em volta, o futuro, a folha «excel» interminável... A comida é, agora, frugal para dias longuíssimos de águas sem fim e dias de mar. A presença quente da planície pobre, abandonada a safras antigas de lendas descobertas e de mistérios desvendados, enreda-nos em teias de súbita solidão.  Pássaros atordoados esvoaçam sem norte.
De noite vivemos. Procuramos o conforto da identidade. O vento suão tem troado, perturbado, confundido as ideias exactas. Até nós chegam vozes do Mediterrâneo, pátria ancestral e origem. Ouvimos. O anfiteatro ao ar livre voa para para outras geografias.

Ana

10 comentários:

Andradarte disse...

Creio que isto tem a ver com 250 anos de Oeiras???...São as Festas de Verão
da autarquia.....
Um cartaz muito cultural...
Beijo

Andradarte disse...

Não conhecia a dimensão deste Festival..
Uma Organização e tanto.......e música com critério, ao olhar para o Cartaz.
Não só Ponde de Sôr, ou Oeiras...mas estende-se muito para além fronteiras.
Cartaz muito explicativo....
Vou dar mais uma volta.
Beijo

N. Barcelli disse...

Belíssimo texto.
Gostei imenso, como sempre...
Beijo, querida amiga.

Bipede Implume disse...

Querida Aninha
Um texto sempre com a tua inconfundível sensibilidade.
Também gosto de ser tranportada, pela música, para outros lugares.
Também estou a precisar de férias.
Beijinho
Isabel

Olinda Melo disse...

Querida Ana

Cheguei agora a mais esta etapa...

Gostei do texto e daquilo que nos deixa entrever. Dias ao Sol e ao Sul...Lindo!

Beijo

olinda

Bipede Implume disse...

Querida Aninha
Beijinho para desejar um fim de semana cheio de paz e muita felicidade.
E já agora continuando o desfilar dos nossos veículos. O meu primeiro e único duas rodas, foi também uma Vespa. Fazia "longas" viagens até à Foz do Arelho. Que saudades.
O meu devaneio naquele post iria para um clássico (uma maneira mais elegante de lhe chamar velharia) e nunca as novas versões, já um pouco incaracterísticas.
Mais beijinhos
Isabel

N. Barcelli disse...

Querida amiga Ana, tem um bom fim de semana.
Beijo.

Fê-blue bird disse...

Amiga:
Deduzo que mesmo em férias tens que trabalhar ;(
Lamentavelmente nunca assisti a este Festival e afinal fica aqui tão perto.

Beijinhos e boas férias

Vieira Calado disse...

Bem...

Cá para mim fica longe!

Mas se se estende

para além fronteiras...

talvez chegue ao Algarve!

Rs rs rs rs rs

Bjsss

Fernando Campanella disse...

Voamos para outras geografias, Ana, para o território íntimo onde nos embala o mar do recolhimento. Belo texto, minha amiga. Abraços.