Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

sábado, 10 de novembro de 2012

Persona non grata

António Reyna Manescau


Os tempos difíceis do Sul não destroem a alma das minhas gentes.
Há nas chuvas e no frio o rumor do vento que se espalha na planície. O rigor dos dias agitados não nos tornou tagarelas. As palavras têm a medida necessária. Sabemos que a explosão se tece no silêncio e que o frágil equilíbrio é o segredo de uma vida serena. 
Assim, não organizem tardias cruzadas do sacro império romano germânico, velho e usurpado primeiro primeiro Reich, porque a vossa força não impedirá o eclodir do suão.

Ana



3 comentários:

Rogério Pereira disse...

"Sabemos que a explosão se tece no silêncio e que o frágil equilíbrio é o segredo de uma vida serena..."

(Eu gostava de ter escrito isto)

São disse...

Como não ter orgulho no sul, donde brotam pessoas com a tua força ?!

Querida Aninhas, um apertado abraço.

Jorge disse...

A liberdade de ficarmos calados é a liberdade do silêncio. Seria bom que o eclodir dos ventos do Suão transportasse consigo um pouco de sol e esperança.
Abr