Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

quarta-feira, 18 de março de 2015

«Quem decifra o código?»

Museu do Bardo, Tunes, Tunísia



(Haicais)
17
Um verso livre
esta é a nossa casa


18
Não consigo pegar o que me dizes
a erva agarra-se às paredes

19
Entre nirvana e catarse
o inesperado


20
Tira os sapatos antes de entrar
no umbral do templo do coração


                                     Youssef Rzouga, Poeta da Tunísia

Museu do Bardo, Tunes, Tunísia

"
...nós somos pássaros migradores,
só para voar como deve ser em
forma de um coração gigante,
de baixo e alto
e no sentido inverso dos ponteiros
de um relógio,
só para ter a possibilidade
de compor outra canção paralela
ao comboio rápido.
Dó, ré, mi, fá, sol!...."



Youssef Rzouga, Poeta da Tunísia



Porta tradicional, Tunísia (google)

QUEM DECIFRA O CÓDIGO?

      "Eu irei..."
     aqui desde a mais remota antiguidade
     tudo me parece velho
     o alter ego
     o coração e seus arredores
     a cabeça
     e o que parece muito amigo
     quem decifra o código?
     Estas palavras já foram felizes
     em algum lugar

     Algo meu
     não compartilho contigo
     não digo a ninguém
     é a última coisa que se perde
     entre o arco-íris e o Arco do Triunfo
     tudo se perde
     um olhar carregado de tristeza
     um ciclo de raiva cega
     tudo gira
     ao redor da capa de ozónio
     a terra a cabeça etc...

     Entre o alfa e o ómega
     tudo se perde
     um suposto amigo
     uma rosa
     eu mesmo Youssef Rzouga
     todos até Victor Hugo
     quem decifra o Código?
     Estas palavras tornarão
     a alegrar outros lugares

     "Eu irei..."
      em busca de outro "abri.."
      um labirinto me sorri
      todos vivem sem abrigo
      entre Romeu e Julieta
      há um falso testemunho
      uma natureza morta
      Desde o umbigo é todo o universo
      quem decifra o código?

      "Eu irei..."
      tudo me intriga
      o alter ego
      o silêncio dos medíocres
      a bondade de um tal Youssef Rzouga
      tudo...

      "Eu irei..."
      não posso viver no passado
      estas palavras deverão alegrar
      outros lugares

    tradução/espanhol/lilian reinhardt



                                    Youssef Rzouga, Poeta da Tunísia





10 comentários:

Rogerio G. V. Pereira disse...

Eu irei..."
não posso viver no passado

o código não deve ser decifrado
todos os poetas o entendem

Mar Arável disse...

Que despontem os cravos

Bjs

Anónimo disse...

Adoro este texto: (a morte, o espaço, a eternidade).
Há uma necessidade de entrar no cosmos da vida social.

Graça Pires disse...

Solidária com o povo da Tunísia...
Adorei os Haicais e os Poemas.
Um beijo, Ana

Edumanes disse...

Poeta tunisiano,
quem o código dicifrar
será capas o alentejano
se a formula encontrar!

Sem a formula amiga Ana, não será possível dicifrar a mensagem, um beijo.
Eduardo.

Fernando Santos (Chana) disse...

Belos poemas...Espectacular....
Cumprimentos

Miguel disse...

Uma passagem rápida apenas para desejar um excelente fim-de-semana.
Um beijo
MIGUEL / ÉS A MINHA DEUSA

PS – Te aguardo no próximo dia 24

São disse...

O meu coração chora ...e isso decifra tudo, amiga.

Beijinhos

Luma Rosa disse...

Oi, Ana!
Devemos seguir em frente e sempre acreditando que tudo é possível. A poesia se movimenta através das palavras e elas nos fazem construir o novo. Tudo está velho, mas ainda podemos nos encantar e é isso que faz tudo parecer diferente.
O código não decifrei...
Bom fim de semana!
Beijus,

heretico disse...

nada desejar para tudo ter...
beijo