Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

sexta-feira, 23 de julho de 2010

No silêncio dos olhos




GUSTAVE CAILLEBOTTE



Em que língua se diz, em que nação,
Em que outra humanidade se aprendeu
A palavra que ordene a confusão
Que neste remoinho  se teceu?
Que murmúrio de vento, que dourados
Cantos de ave pousada em altos ramos
Dirão, em som, as coisas que, calados,
No silêncio dos olhos confessamos?


J. SARAMAGO, Os poemas Possíveis

7 comentários:

Laura disse...

Gosto tanto deste poema !
Beijinho

Ianê Mello disse...

Belíssmo poema!
Bjs querida

Andradarte disse...

Sempre pensei não gostar de Saramago..
Puro engano.
Adorei.
Beijo

sofia disse...

também gosto deste poema ! Beijinho

Gerana Damulakis disse...

Que beleza do meu querido Saramago.

Sonhadora disse...

Minha querida Ana
Um belissimo poema de Saramago.

deixo beijinhos com carinho
Sonhadora

ADRIANO NUNES disse...

Ana,


Lindo!



Abração,
Adriano Nunes.