Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Em Redor

Mértola - José Alves


Estão quentes os dias
Sonhos mornos
Aroma de esteva
Pátio sombrio
País doentio
Com praias ao fundo
Estão mornos
Os pátios antigos
Fadigas
Formigas
Laboram
Minam
Afinam
Mares vencidos

Estão quentes os dias
Sintagmas sem paradigmas
Perdidos.


Ana


16 comentários:

Eva Gonçalves disse...

Texto perfeito. Gostei mesmo muito Ana. E retrata o País na perfeição...
Beijinho

Anónimo disse...

J'aime vraiment votre article. J'ai essaye de trouver de nombreux en ligne et trouver le v?tre pour être la meilleure de toutes.

Mon francais n'est pas tres bon, je suis de l'Allemagne.

Mon blog:
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Andradarte disse...

E eu habito...no país doentio....
Beijo

Ianê Mello disse...

Lindo poema, amiga!
Quando puder apareça no Livre Criar, o grupo do face e nos Diálogos, tá?
Saudades! Bjs.

Olinda Melo disse...

A importância de saber dizer tanto em poucas palavras. E de uma forma linda! Gostei.

Beijo

Olinda

Sonhadora disse...

Minha querida

Hoje passando apenas para agradecer o teu carinho e apoio...estou voltando e melhor...a amizade é um abraço apertado que nos aquece a alma.

Beijinhos com carinho

Bipede Implume disse...

Querida Aninha
A nossa triste realidade. Mornos os tempos e o país.
E o teu olhar atento e talentoso para o tornar poesia.
Um fim de semana em paz.
Beijinhos
Isabel

veredit disse...

Olá, amiga!

Um poema de verão muito bom - ea combinação com a foto é maravilhosa!


Bom fim de semana!
Beijinhos.

isabella

Mel de Carvalho disse...

"Sintagmas sem paradigmas"

gostava de ter escrito esta frase. belíssima. o texto é um retrato social bem assertivo.

Fraterno abraço, Ana, e bom descanso, agora findas as aulas.
Mel

Maria Luisa Adães disse...

Triste, quente, agreste e só, mas
lindo...

Assim se encontra este momento, sem
se saber do próximo dia...

Muito bem cantado!

Maria Luísa

JPD disse...

Boa noite, Ana

Escreves muito bem: «Sintagmas...»

Deseja-se ardentemente que os esforços que se fizerem produzam resultados e não afundem a economia para que o emprego não cresça tanto quanto se teme tornando o desconforto e desespero das pessoas intolerável.

Bjs

Luma Rosa disse...

Versos pequenos com grandes verdades! Pior é sentirem-se "perdidos". Alguma esperança terá de aparecer! Boa sorte! Beijus,

Margarida disse...

Está uma moleza este Alentejo...
Beijinhos!

Fê-blue bird disse...

Ana amiga:
Um poema forte, que queima como queima o sol destes nossos dias.
Um retrato perfeito e fiel do nosso país. ADOREI!!!

beijinhos

Fernando Campanella disse...

"Estão quentes os dias
Sintagmas sem paradigmas
Perdidos."

Muito poeticamente lindo, os versos acima, Ana, e como definem esses dias sem ecos, ressequidos.
Bjos.

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá Ana, bela fotografia...Excelente texto....
Cumprimentos