Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Alqueva


Alqueva, Alentejo

Que país é este que assim se cala,
nos frios dias de um Abril presente?
Que ruínas se instalam na memória?
Que naus se afundam na distância?
Quatro humanos habitam a planície,
nos quilómetros estendidos nesta bruma.
Moiras nocturnas penteiam as searas...
Semeando oiro e colhendo espuma.
Que silêncio pesa e que fragrância?
Que quente odor, que flor de esteva?
Quatro humanos habitam a planície
nos frios dias de um Abril presente.

Ana

12 comentários:

São disse...

Minha querida, que te responder?!

Gostei das fotos, também tenho algumas...mas ai que saudades do meu Alentejo profundo!!!

Bons sonhos

Maria Luisa Adães disse...

Ana

Grata por te encontar e lindo o teu poema...tão doce, tão abstrato,
tão lindo na sua limpidez que traduz a planura muito para além deste mundo.
Adorei e me senti mais calma.

Talvez te vá mandar um livro a atirar para o mistico. É uma mistura de prosa e poesia e sem
titulos. Nada tem títulos...alguém que lhe dê um titulo!

Abraço,

Mª. Luísa

irneh disse...

Mais um lindo poema, que transmite todo o sentir de alguém que se preocupa com o país e a planície que ama.
Beijinhos

Bípede Implume disse...

Querida Aninha
Estamos em completa sintonia.
Poema lindo, lindo, tão a propósito.
Fotografias lindas também, tal como o Alentejo.
Beijinhos e boa semana.
Isabel

Eva Gonçalves disse...

Lindas fotos. Não sei responder que País é este. Não sei mesmo. beijinho

christina disse...

Fantastico!
Bom dia de 25 abril,Ana!
Beijinhos.

Nilson Barcelli disse...

Também faço essa pergunta.
Mas não há resposta que me satisfaça.
Poema oportuno e excelente.
Gostei muito.
Ana, querida amiga, tem um bom resto de semana.
Beijo.

AnaMar (pseudónimo) disse...

Alentejo da minh'alma:-D

um dia havemos de reinventar Abril....Hoje é o dia! (Amanhã, também:-)

Fê-blue bird disse...

Que país é este que assim se cala,
nos frios dias de um Abril presente?

Amiga:
A voz perdeu-se nas planícies desertas de um Alentejo esquecido.
Um poema sensível e oportuno.


beijinhos

Olinda Melo disse...

Boa noite, querida Ana

Um Abril diferente de um outro cuja memória se perde em cacos vários. Mas vale a pena sonhar com outros tempos e inspirar-nos na sua essência para uma renovação e resposta aos nossos anseios.

Este seu poema contem palavras de oiro. :)

P.S.

Cara amiga

Agradeço-lhe o ter ido ao Xaile responder ao meu apelo. Ainda mais dispondo de pouco tempo.

:)

Muito obrigada.

Bj

Olinda

Sonhadora disse...

Minha querida Ana

São perguntas sem resposta...infelizmente está tudo à deriva.
As fotos são lindas.

Beijinho com carinho
Sonhadora

Bípede Implume disse...

Querida Aninha
Com uma trovoada de alto gabarito em fundo, venho desejar-te um fim de semana em paz.
Beijinhos
Isabel